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Na garagem de casa

Artesão recolhe isopor do lixo e transforma em vasos em Jerônimo Monteiro

Além de garantir uma renda, Sebastião Silva — que também trabalha como vigia — ajuda a preservar o meio ambiente: isopor pode levar até 100 anos para se decompor

Publicado em 10 de Junho de 2022 às 19:57

Lara Mireny

Publicado em 

10 jun 2022 às 19:57
Artesão de Jerônimo Monteiro faz vasos de isopor, no Sul do ES
Sebastião Silva usa a criativa para criar vasos de isopor de vários estilos Crédito: Matheus Martins
Alguns materiais podem levar anos para entrarem em decomposição, como o isopor, que dura até 100 anos na natureza e pode prejudicar o meio ambiente. Para oferecer um destino útil a esse material, o artesão Sebastião Silva, do município de Jerônimo Monteiro, no Sul do Estado, lançou mão da criatividade e transforma isopor em vasos. O trabalho é feito na garagem da casa dele. 
À reportagem da TV Gazeta Sul, Sebastião Silva disse que o trabalho começa quando ele sai de casa para recolher o material no lixo, nas ruas da cidade. “Pego o isopor, dou uma olhada e, se estiver em boas condições, limpo, coloco no carro e trago para casa”, disse.
O artesão disse que, com o material em casa, ele quebra o isopor em pedaços pequenos e bate no liquidificador com um pouco de água. O próximo passo é fazer uma mistura desse isopor com cimento, argila e água, até formar uma massa para, então, modular o vaso. “Depois, espero secar, dou uma ‘lixadinha’ nele, pinto e já está pronto para o comércio”, explicou Sebastião, que disse ter aprendido a técnica na internet.
Artesão de Jerônimo Monteiro faz vasos de isopor, no Sul do ES
Sebastião Silva trabalha fazendo vasos de isopor na garagem de casa Crédito: Matheus Martins
"O primeiro vaso não ficou muito bom. O segundo, mais ou menos, e fui me aperfeiçoando. Hoje, é o que me ajuda na renda"
Sebastião Silva - Artesão
Sebastião disse que também trabalha como vigia, por isso, utiliza o tempo de folga para confeccionar os vasos. Segundo ele, as peças são bastante leves, pesando cerca de 1 kg, diferente de vasos feitos com cimento — que pesam, em média, 6 kg.
Os vasos produzidos por Sebastião custam até R$ 50 e a maioria dos compradores são moradores da cidade. O artesão disse que, mais do que garantir uma renda, seu trabalho ajuda a preservar a natureza. “Eu uso balde para não deixar ir para o ralo, porque se for para o ralo, provavelmente vai para o rio. Então temos que ter certos tipos de cuidados, porque isso na natureza é complicado”, relatou.

PREJUÍZO

Em conversa com a reportagem, a bióloga Cíntia Teixeira disse que, quando o isopor é descartado de forma irregular no meio ambiente e não é reaproveitado ou reciclado, ele pode parar nos rios e mares e prejudicar a vida marinha. Segundo ela, o material é capaz de absorver água e, se na água tiver mercúrio ou algum metal pesado — ou agrotóxico e pesticida — isso também vai ser absorvido.
“E o animal pode se alimentar daquele isopor, achando que é uma alga, por exemplo, e aquilo vai para o intestino dele, podendo provocar a morte desse animal ou ele pode ser capturado e servir de alimento para a espécie humana, estando contaminado”, informou.

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