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A pandemia não acabou

Casos de Covid no ES devem crescer até o fim de junho, alerta Reblin

Segundo o subsecretário de Vigilância em Saúde, Luiz Carlos Reblin, cenário ocorre no período do ano em que cresce a incidência de doenças respiratórias devido ao tempo mais frio

Publicado em 26 de Maio de 2022 às 08:07

Vinícius Lodi

Publicado em 

26 mai 2022 às 08:07
Desde o final de abril, há cinco semanas o Espírito Santo registra, consecutivamente, aumento no número de diagnósticos de Covid-19. A tendência é que apenas no final de junho o cenário se estabilize e depois tenha início uma queda de casos, de acordo com o subsecretário de Vigilância em Saúde do Estado, Luiz Carlos Reblin.
A incidência de testes positivos chama a atenção: são aproximadamente 20% dos exames coletados, atualmente. O estudo que aponta a taxa de transmissão do vírus ainda não foi apresentado nesta semana de 25 de maio, mas está cada vez mais perto de alcançar o valor de 1, informou o subsecretário.
Distribuição e vacinação na Grande Vitória
Data: 19/01/2021 - ES - Vitória - Luiz Carlos Reblin, Subsecretário em Vigilância em Saúde - Na Rede de Frio da Sesa - Distribuição de vacina para os municípios da Grande Vitória - Editoria: Cidades - Foto: Fernando Madeira - GZ Crédito: Fernando Madeira
“Estamos na quinta semana consecutiva de aumento de casos. A positividade de testes aumentou. Era de 3% e hoje é perto de 20%. Mesmo assim, isso não levou ao aumento de internações e não tem reflexo no número de óbitos. Esse cenário é esperado porque estamos no período sazonal de doenças respiratórias. Covid-19 é uma delas. A expectativa é que até o final de junho possa se estabilizar e iniciar uma queda”, disse Reblin em entrevista para A Gazeta.
No começo do ano, quando se observou um grande número de casos, o Espírito Santo chegou a fazer 237 mil testes em uma semana. Nesta última semana foram cerca de 11 mil. Deles, 1.695 deram positivo. Até esta quarta-feira (25), eram 606 casos nesta semana. A expectativa do subsecretário é que mais testes sejam feitos neste período sazonal.
O teste é importante para romper a cadeia de transmissão, explica, deve ser feito por quem apresenta sintomas ou manteve contato com quem tem. “A pessoa precisa continuar testando porque ela confirma ou descarta a doença. Confirmando que ela precisa adotar medidas de isolamento, isso diminui a transmissão da doença”, falou Reblin.

“VACINAR CRIANÇA E IDOSO É NOSSO MAIOR DESAFIO”

Para a população mais vulnerável, normalmente quem tem idade mais avançada ou é portador de alguma doença crônica, o subsecretário reforçou a recomendação do uso de máscaras na proteção para evitar o contágio. Segundo ele, quem quiser se sentir mais seguro deve permanecer utilizando o item, não importa a faixa etária.
Mas o que mais tem dado trabalho para a Secretaria de Estado de Saúde (Sesa) é a intensificação da vacinação contra a doença. “A aplicação da vacina de criança e idoso é o maior desafio nosso hoje. Nós já conseguimos fazer quase 60 mil doses por dia, hoje aplicamos mais de 5 mil. Temos muita capacidade. A demanda foi muito boa, muitos foram lá para tomar a primeira, mas precisam retornar para as demais doses”, comentou.
É que apenas 46% dos idosos, acima de 60 anos, tomaram a segunda dose de reforço (ou a quarta dose). Enquanto que as crianças, entre 5 a 11 anos, têm cobertura de 52% na D1 e de 27% na D2.
Nesta semana ocorre uma mobilização para aplicar vacinas contra influenza, sarampo e também contra a Covid. No próximo sábado (28) será o chamado “Dia D” da vacinação para intensificar a imunização da população capixaba.
Casos de Covid no ES devem crescer até o fim de junho, alerta Reblin

Dados da vacinação contra a Covid-19 no ES

Vacinação de idosos (acima de 60 anos):

D1: 100% | D2: 100% | D3: 90% | D4: 46%

Vacinação de adultos (18 a 59 anos):

D1: 96% | D2: 87% | D3: 44%

Vacinação de adolescentes (12 a 17 anos):

D1: 89% | D2: 71%

Vacinação de crianças (5 a 11 anos):

D1: 52% | D2: 27%

CEPA MAIS COMUM

Nota-se que pacientes com coronavírus têm apresentado sintomas mais diversos que anteriormente. Segundo Reblin, a variante Ômicron afetou mais o trato gastrointestinal que as outras cepas. 
“No Estado, há maior incidência da cepa original. A ômicron tem uma característica mais gastrointestinal, menos pulmonar. É importante que a pessoa não tente definir qual é a doença que ela tem a partir dos sintomas. Pode ser Covid e a pessoa precisa procurar lugar para testar”, alertou o subsecretário.

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