Todos os dias, cerca de 650 pessoas utilizam o Bike Vitória, serviço de aluguel de bicicletas da Capital. Porém, apesar de ser considerado pelos usuários como uma ótima opção para o lazer, uma atividade física ou como transporte para chegar ao trabalho ou à faculdade, o projeto deixa a desejar na falta de manutenção dos veículos e de problemas nas estações de apoio, de acordo com os usuários.
Trabalhadores e estudantes ouvidos pela reportagem de A Gazeta relatam que encontram bikes quebradas - ou nem encontram veículos disponíveis -, têm dificuldades em destravá-las ou, às vezes, se deparam com as estações off-line.
O atendente de telechat Paulo Henrique Alves, 32 anos, morador da Serra, usa há mais de cinco meses as estações 8, na Praça Getúlio Vargas, e 10, em Bento Ferreira, para ir diariamente para o trabalho.
"Gosto do serviço, mas poderia melhorar. Na estação 8, na maioria das vezes, as bicicletas travam. Tem uns dois meses que está assim. Preciso puxá-la várias vezes para tirar da estação. Às vezes, nem dá e preciso cancelar a viagem e tentar outra bicicleta", afirma.
Essas estações - que estão conectadas a uma central de operações - estão distribuídas em pontos estratégicos da cidade, onde os usuários cadastrados podem retirar uma bicicleta utilizando o aplicativo do celular.
Paulo ainda conta que, apesar de não ter problemas de encontrar bicicletas disponíveis, é comum encontrar algumas danificadas e muito sujas.
Bike Vitória
O estudante de terapia ocupacional Gabriel Serafim, 22 anos, é outro usuário do serviço. Morador de Maruípe, na Capital, há mais de um mês ele utiliza o Bike Vitória para ir para o campus da Universidade Federal do Espirito Santo (Ufes), em Goiabeiras. Apesar de avaliar bem o aplicativo, ele reclama da falta de manutenção, de problemas técnicos e da indisponibilidade de bicicletas.
“Na estação 28 (Maruípe), é mais difícil encontrar bicicleta, principalmente na parte da tarde. Quando encontro, está faltando corrente. Sem contar que, às vezes, as estações ficam off-line, mesmo tendo bicicletas disponíveis. Aí a gente tem que ir de Transcol ou a pé mesmo”, explica.
O estudante de Farmácia André Erlacher, 19 anos, costuma ir de bicicleta para o Shopping Vitória. Morador de Goiabeiras, há três meses ele usa o serviço para lazer e é mais um que reclama da conservação dos veículos.
“O principal problema é a falta de manutenção das bicicletas. Já encontrei com corrente solta, pneu furado, sininho balançando”, enumera.
330 bicicletas
É o total de veículos disponíveis no Bike Vitória, espalhadas por 34 estações inteligentes
RESPOSTA ÀS RECLAMAÇÕES
A Serttel, que tem a concessão do Bike Vitória, explica que, por conta da pandemia, o serviço foi suspenso para atender as medidas sanitárias, fazendo a empresa passar por dificuldades financeiras de 2020 até meados de 2021, o que afetou todos os seus sistemas.
Sobre as reclamações dos usuários, a Serttel informa que, desde o início de 2022, todo o serviço está sendo renovado, o que inclui reforma de bicicletas e estações, atualização dos links de comunicação das estações e melhorias no aplicativo de acesso.
Além disso, explica que a empresa conta com equipes técnicas com rotinas pré-definidas para manutenções preventivas e corretivas. "Todas as bicicletas recebem manutenções periódicas pela equipe de mecânicos, tanto nas estações quanto na filial da empresa", informou.
Com mais gente usando Bike Vitória, clientes reclamam de manutenção