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Quarta onda

Covid-19: ES suspende cirurgias eletivas na rede pública e privada

Decisão foi publicada neste domingo (30) em uma edição extra do Diário Oficial; a medida foi tomada devido ao agravamento da pandemia de Covid

Publicado em 31 de Janeiro de 2022 às 07:02

Vinicius Zagoto

Publicado em 

31 jan 2022 às 07:02
Leitos do Hospital Materno-Infantil, na Serra, para pacientes com a Covid-19
Leitos do Hospital Materno-Infantil, na Serra, para pacientes com a Covid-19 Crédito: Divulgação/Sesa
Covid-19: ES suspende cirurgias eletivas na rede pública e privada
governo do Espírito Santo, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), determinou por 14 dias a suspensão imediata das cirurgias eletivas, com exceção das oftalmológicas, nas unidades da rede pública e privada de saúde em todo o Estado. A medida foi tomada devido ao agravamento da pandemia de Covid-19 no território capixaba, que enfrenta a quarta onda da doença em função da variante Ômicron
A decisão foi publicada neste domingo (30) em uma edição extra do Diário Oficial. O documento informa que, no caso das cirurgias eletivas na rede privada, só deve haver suspensão nas unidades assistências que alcançarem 85% de ocupação hospitalar ou de UTI. Se houver escassez de recursos humanos devido ao afastamento laboral de trabalhadores infectados, as unidades poderão determinar a suspensão das cirurgias com indicadores de ocupação inferiores aos determinados.
Conforme explica o site da Fundação Inova Capixaba, do governo do Estado, as cirurgias eletivas são aquelas programadas, não consideradas de urgência e que o médico agenda o dia e o horário para sua realização. Geralmente, é realizada após diversos exames feitos para garantir as melhores condições de saúde dos pacientes.
A determinação feita pelo governo considera os seguintes critérios:
  1. O agravamento da pandemia em razão da 4ª expansão da curva de casos, internações e óbitos pela Covid-19 no Estado do Espírito Santo;
  2. Incremento rápido da demanda por assistência à saúde na rede pública e privada; 
  3. Crescente ausência de trabalhadores da saúde, que já afastaram mais de 9.000 trabalhadores infectados pelo SARS-COV-2 nas 4 primeiras semanas de janeiro; 
  4. Momento epidemiológico em que a alta transmissibilidade da cepa circulante tem demandado por mais leitos de isolamento, com consequente diminuição dos leitos operacionais;
  5.  Prazo de realização das cirurgias de acordo com a sua classificação, compreendendo: cirurgias de emergência (em até uma hora), cirurgia de urgência (em até 24 horas), cirurgias de urgência eletiva (dentro de duas semanas), cirurgias eletivas essenciais (no prazo de 3 a 8 semanas) e cirurgias eletivas não-essenciais (em até 3 meses); 
  6. Atendimento à solicitação apresentada pela rede privada de saúde, frente ao cenário de aumento da pressão assistencial hospitalar, concomitante ao impacto por afastamento médico de grande parte dos trabalhadores;
Na manhã desta segunda-feira (31), o secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes, fez um comunicado em vídeo explicando a decisão. Confira o pronunciamento completo abaixo:

SECRETÁRIO FALOU EM "SUSPENSÃO GRADUAL"

No dia 17 de janeiro, a possibilidade de suspensão das cirurgias foi comentada por Nésio Fernandes. Na ocasião, ele informou que o Estado poderia suspender de forma gradual para disponibilizar mais leitos a pacientes com Covid-19.
"Nós temos uma capacidade ainda importante de leitos com a rede filantrópica e privada e a inauguração de alguns remanescentes na rede própria. Diante de uma incapacidade de expansão, a possibilidade de suspender as cirurgias eletivas de forma gradual e progressiva é uma medida capaz de ofertar uma quantidade importante de leitos", esclareceu Nésio. 

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