Após um vídeo gravado por um pescador mostrar danos nos pilares da Ponte Florentino Avidos, em Colatina, no Noroeste do Espírito Santo, e preocupar os moradores da cidade, uma equipe de engenheiros do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea-ES) foi ao local realizar uma vistoria na estrutura nesta terça-feira (1°). Para as análises, a entidade disse que os profissionais estão utilizando drone e celulares que vão fazer imagens de alta definição.
Conforme o engenheiro civil Giuliano Battisti, responsável pela vistoria do Crea-ES, será solicitado o projeto dessa obra para ser verificado se com a retirada das colunas deterioradas a ponte se manteria segura. "Nós vamos coletar as imagens, fazer todos os registros possíveis e vamos solicitar o projeto da reforma ao órgão responsável para que nós possamos analisar e identificar se esses pilares retangulares têm ou não função estrutural", disse Giuliano.
Nesse primeiro momento nós estamos fazendo imagens com drone de alta definição celular de alto zoom com definição. Com algumas imagens já levantadas, nós verificamos que muitos desses pilares, de forma retangular, estão realmente danificados. A questão é saber se todos eles podem ser retirados
A ponte foi construída em 1928 e é uma importante ligação entre as regiões do Centro de Colatina e do bairro São Silvano. Segundo o Departamento de Edificações e Rodovias (DER-ES), foi realizada uma reforma há menos de dez anos, quando houve um reforço da estrutura, e os pilares exibidos no vídeo já não possuem função estrutural.
De acordo com Giuliano, foi verificado também em uma observação preliminar que no acesso à ponte, na parte acima da Avenida Beira-Rio, há também a aparição de vigas com aço exposto e que demandam manutenção.
Já podemos verificar vigas que denotam uma ausência de manutenção. Temos aí muito aço já exposto, corroído, e já é algo que precisa de manutenção. Esse é um ponto que a gente precisa também de um relatório
O engenheiro civil afirmou que é necessário aguardar as análises para poder afirmar para a sociedade, e quem utiliza a ponte, sobre a sua segurança. “Nesse momento nós não estamos vendo iminência de risco iminente. Agora, o que vai nos dizer é, com essas imagens, com estes registros, comparando com os projetos, ainda vamos poder trazer essa tranquilidade para a sociedade, para os usuários, ou não”, finalizou.