Uma erosão registrada no km 54 da BR 262, em Marechal Floriano, na Região Serrana do Espírito Santo, tem preocupado motoristas que trafegam pela rodovia, especialmente diante da previsão de fortes chuvas em todo o Estado nos próximos dias. Imagens divulgadas nas redes sociais mostram o desmoronamento na lateral da pista, levantando dúvidas sobre a segurança no trecho (veja vídeo acima).
Procurado por A Gazeta, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) informou que realiza monitoramento permanente da área onde foi identificada a erosão. Segundo o órgão, já foi feito o levantamento técnico dos serviços necessários para a correção do problema, e a execução dos reparos está prevista para os próximos meses.
O Dnit reforçou ainda a importância de que os condutores respeitem a sinalização instalada no local, como forma de reduzir o risco de acidentes e garantir a segurança dos usuários da rodovia.
Erosão na BR 262 acende alerta diante de previsão de chuvas intensas no ES
Chuvas no ES
A preocupação aumenta porque o desgaste do solo no trecho da BR 262 — registrado em vídeo e publicado nas redes sociais em 28 de dezembro de 2025 — pode avançar com a sequência de chuvas previstas para o Espírito Santo. O Estado permanece sob alerta de tempestade e chuvas intensas até a esta quarta-feira (7), segundo a Defesa Civil Estadual, com base em dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
As fortes chuvas que atingiram o Espírito Santo na segunda-feira (5) provocaram uma série de transtornos e prejuízos em diferentes municípios capixabas. Ao longo do dia, foram registradas quedas de árvores e galhos, alagamentos, destelhamento e destruição parcial de casas, além de danos a prédios e órgãos públicos.
Em Colatina, no Noroeste capixaba, foram registrados danos estruturais em imóveis residenciais e equipamentos públicos, além de famílias desalojadas, o que levou a prefeitura a decretar situação de emergência ainda na segunda-feira (5). A previsão para terça-feira (6) é de chuva mais forte na Região Norte.
A tempestade deve-se ao estabelecimento da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) de 2026, desde sábado (3), até a próxima quarta-feira. O fenômeno é típico de verão e conhecido por influenciar um período maior de chuvas, com volumes expressivos. Entenda melhor clicando aqui.