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Vacina russa

ES fica de fora da autorização da Anvisa para importação da Sputnik V

Autorização é em caráter excepcional e contempla apenas sete Estados; Espírito Santo estava em negociação com Consórcio do Nordeste para receber as doses e aguarda novo posicionamento da agência

Publicado em 16 de Junho de 2021 às 21:11

Aline Nunes

Publicado em 

16 jun 2021 às 21:11
Argentina recebeu as primeiras 300 mil doses da Sputnik V em dezembro
A Sputnik V é adotada por dezenas de países, como a vizinha Argentina, que recebeu as primeiras 300 mil doses em dezembro Crédito: Casa Rosada
Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou, nesta terça-feira (15), a importação excepcional da vacina russa Sputnik V pelos Estados do Rio Grande do Norte, Mato Grosso, Rondônia, Pará, Amapá, Paraíba e Goiás. Nesta fase, o Espírito Santo não vai ser contemplado com o novo imunizante contra a Covid-19
Para facilitar o monitoramento e a intervenção da Anvisa, se necessário, o quantitativo corresponde à vacinação de 1% da população de cada Estado - Rio Grande do Norte e Mato Grosso: 71 mil doses; Rondônia: 36 mil; Pará: 174 mil; Amapá: 17 mil; Paraíba: 81 mil e Goiás: 142 mil doses.
E é essa limitação na quantidade de doses que, segundo o secretário estadual da Saúde, Nésio Fernandes, dificultou as negociações para que o Espírito Santo também pudesse receber o novo imunizante. 
Nésio lembra que, desde o início do ano, o governo capixaba vinha negociando  com o Consórcio do Nordeste - grupo que reúne Estados daquela região para aquisição de vacina contra a Covid-19 - e avaliando a possibilidade de adquirir o imunizante russo, produzido pelo Instituto Gamaleya. 
"Aguardávamos com ansiedade a autorização para uso excepcional ou emergencial da vacina no Brasil por parte da Anvisa. No entanto, a autorização para importação só de 1% dos Estados partícipes frustrou a expectativa de autorização de uso em massa da vacina", aponta Nésio Fernandes, em vídeo compartilhado pela assessoria da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa).
O secretário observa que a autorização concedida pela Anvisa estabelece um período de monitoramento e avaliação da eficácia e segurança da Sputnik V, porém o prazo deve coincidir com os meses de agosto e setembro, quando já está prevista a chegada de grandes volumes de doses de outras vacinas pelo Plano Nacional de Imunização (PNI). 
Para Nésio Fernandes, a decisão da Anvisa foi confusa, e teria sido melhor que, em vez da importação limitada, tivesse recomendado a ampliação da fase três de estudos da Sputnik, ou ainda solicitado a apresentação de mais documentos que pudessem garantir a segurança e eficácia desse imunizante para autorizar o uso emergencial no Brasil.  O secretário acrescenta que, atualmente, em torno de 60 países adotam a vacina russa em seus planos de imunização.
O posicionamento da Anvisa, na avaliação de Nésio Fernandes, não colabora para ampliar a campanha e dar velocidade à vacinação da população contra a Covid-19.  "Desta forma, o governo aguarda o desenlace da negociação com a Anvisa e do STF para podermos definir, de maneira concreta, a adesão ou não à compra do Consórcio do Nordeste", afirma o secretário. 

SUSPENSÃO

Mesmo com a autorização excepcional, a Anvisa poderá, a qualquer momento, suspender a importação, a distribuição e a utilização da Sputnik V nos Estados contemplados.
O procedimento deverá ser realizado sob condições controladas, como a utilização apenas na imunização de indivíduos adultos saudáveis.
Além disso, todos os lotes importados das vacinas somente poderão ser destinados ao uso após liberação pelo Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde ( INCQS ) da Fiocruz.
A vacina deverá ser utilizada em condições controladas, com condução de estudo de efetividade, com delineamento acordado com a agência e executado conforme as Boas Práticas Clínicas.
Com informações da Agência Folhapress

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