Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

Saiba como se prevenir

'ES vive momento de alerta', diz Ethel Maciel sobre Febre do Oropouche

No Espírito Santo, a doença teve a circulação confirmada em abril pela Secretaria de Estado de Saúde; com explosão de casos, primeiro óbito foi confirmado no início desta semana

Publicado em 13 de Dezembro de 2024 às 16:43

João Barbosa

Publicado em 

13 dez 2024 às 16:43
Febre do Oropouche
Febre do Oropouche é alvo de alertas de profissionais da saúde ao redor do país Crédito: Divulgação | Fiocruz
“O Espírito Santo vive um momento de alerta com o vírus Oropouche.” A fala é de Ethel Maciel, secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde, apontando que o Estado deve se preparar contra a doença, que, além de já ter uma morte confirmada na Grande Vitória, vem registrando aumento no número de casos ao redor do país.
No Espírito Santo, a doença teve a circulação confirmada em abril pela Secretaria de Estado de Saúde (Sesa). Quando entra no sistema imunológico, a febre é responsável por causar dor de cabeça, dores musculares e nas articulações e até náuseas e diarreias.
Segundo Ethel Maciel, o momento de alerta estadual se dá devido ao aumento no número de casos, que pode ser explicado por mudanças bruscas de temperatura e por adaptações do vírus em diferentes ambientes e climas.
“Um exemplo semelhante foi o do Zika vírus, que sofreu mutações ao longo do tempo e gerou aquela onda de casos em 2015 e 2016. Em relação ao Oropouche, que não é um vírus novo, casos graves começaram a ser identificados no Nordeste com má-formação congênita e até óbitos fetais, o que ligou nosso alerta”, explicou Ethel em conversa com A Gazeta.
De acordo com a secretária, o vírus tem ultrapassado a barreira placentária de gestantes, o que é uma das principais preocupações para a pasta da saúde no momento. Em 2024, o Estado já chegou à marca de 3.112 casos confirmados da doença, segundo o painel do Ministério da Saúde, o equivalente a 28,4% dos 10.940 casos de todo o país.
“O Espírito Santo superou o número de casos registrados na Região Amazônica, o que indica uma adaptação diferenciada do vírus à região. Reunindo pesquisadores e especialistas de todo o país, a partir da próxima semana vamos estudar o que explica esse cenário no Estado”, frisou Ethel.
A Secretária da SVSA, Ethel Maciel
Ethel Maciel diz que o momento de alerta estadual se dá devido ao aumento no número de casos Crédito: Walterson Rosa/Ministério da Saúde
Com organização do Ministério da Saúde, o painel “Emergência de Oropouche na Região Extra-amazônica” acontece segunda-feira (16) e terça-feira (17), a partir das 8h30, no Alice Vitória Hotel, no centro da Capital.

Cuidados contra a doença

A Febre do Oropouche é causada por um vírus, que dá nome à doença, sendo transmitida aos seres humanos pela picada do mosquito Culicoides paraensis, conhecido como maruim ou mosquito-pólvora. A presença do mosquito está geralmente associada a regiões com maior umidade e presença de matéria orgânica.
A doença pode ser transmitida por meio de dois ciclos diferentes: o silvestre e o urbano: no ciclo silvestre, animais como os macacos e bicho-preguiça são picados pelo mosquito e passam a hospedar o vírus; já no ciclo urbano, os humanos são picados e se tornam os hospedeiros.
Se o mosquito picar uma pessoa ou animal infectado, o vírus permanece no sangue do mosquito por alguns dias. Quando esse mosquito pica outra pessoa saudável, pode transmitir o vírus para ela.
Os sintomas da Febre do Oropouche são parecidos com os da dengue, chikungunya e febre amarela. Entre os principais, estão dores de cabeça, dor muscular, dor nas articulações, náusea e diarreia.
Como ainda não há tratamento específico para a doença, a recomendação para pacientes é que permaneçam em repouso, com acompanhamento médico diante dos sintomas apresentados.
Para a prevenção, o ideal, se possível, é evitar áreas onde há muitos mosquitos. Do contrário, é recomendado o uso de roupas que cubram a maior parte do corpo, contando ainda com a aplicação de repente nas áreas expostas da pele. Também é importante manter a casa limpa, removendo possíveis criadores de mosquitos, como água parada e folhas acumuladas.

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
Meritíssima, escravidão é o povo pagar seus privilégios!
Fernanda Queiroz, apresentadora da CBN Vitória
CBN Vitória celebra 30 anos com programa "Fim de Expediente" ao vivo da Rede Gazeta
Imagem de destaque
Canhão de caça e fuzil estão entre as onze armas apreendidas por dia no ES

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados