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Verão 2022

Fim de obras em quiosques na Grande Vitória fica para depois do verão

Em Vitória, algumas unidades ficam prontas só a partir de março. Já Vila Velha não conseguiu em 2021 contratar empresa para construir os seis quiosques que faltam na orla

Publicado em 22 de Fevereiro de 2022 às 09:34

Natalia Bourguignon

Publicado em 

22 fev 2022 às 09:34
O verão de 2022 já se encaminha para o final e os quiosqueiros da Grande Vitória têm aproveitado o volume de turistas e capixabas de férias que querem desfrutar do sol e do clima praiano. Na orla, contudo, ainda há reclamações, que vão desde quiosques em obras até falta de infraestrutura, como chuveiros e lixeiras.
Na praia de Camburi, em Vitória, onde os quiosques são administrados por uma concessionária, ainda há cinco deles inacabados. O mais emblemático é o K7, que fica em frente à entrada da avenida Adalberto Simão Nader. Ele chegou a pegar fogo em 2018, quando já estava desocupado.
Os demais ficam na altura do bairro Jardim Camburi, e tinham estrutura mais antiga. Há atualmente, quatro deles em obras. Segundo a prefeitura, porém, dois ainda devem ficar prontos no fim do verão, até março.
Ainda na Capital, há intervenções na Curva da Jurema, que também teve os quiosques concedidos. Por lá, a previsão é de finalização dos quiosques 2, 5 e 6 neste mês de fevereiro. Já o 4 deve ser finalizado em abril, de acordo com a administração municipal.
Segundo a presidente da Companhia de Desenvolvimento, Turismo e Inovação de Vitória, Camila Dalla, paralelamente às obras, está sendo organizado um documento que vai ordenar as atividades feitas nas praias, como as práticas esportivas, os ambulantes, os quiosqueiros, etc.
“A gente precisa organizar a orla como um todo. Temos que montar um mini PDU (plano diretor urbano), um código de conduta, para entender como todas essas atividades comerciais e de lazer vão operar naquele espaço”, explica. Ainda não há prazo para a conclusão dos trabalhos.

VILA VELHA TEM 12 QUIOSQUES E  TROCA CHUVEIROS

Já em Vila Velha, a orla conta com 12 quiosques funcionando neste verão. Havia a previsão de construção de outros seis, porém no início de janeiro de 2021, a licitação foi suspensa após uma recomendação do Ministério Público de Contas. A suspeita era de direcionamento do certame.
Demandada, a prefeitura afirmou que não conseguiu fazer a nova licitação ainda em 2021 e, por isso, os quiosques que faltam na orla não ficariam prontos a tempo do verão.
Obras dos novos quiosques da Praia de Itaparica em Vila Velha são finalizadas
Quiosques em obras na orla de Vila Velha Crédito: Vitor Jubini
Os frequentadores do local afirmam gostar dos quiosques atuais, que foram construídos após a demolição das estruturas antigas. Com a restruturação da orla, também foi reduzido o número de estabelecimentos.
Contudo, a principal reclamação no local é em relação aos chuveiros. Com o projeto da prefeitura de preservar a vegetação de restinga na areia, alguns deles foram retirados. Paralelamente, o município está em processo de substituição dos chuveiros antigos, de madeira, por novos, de inox.
Aqueles que ainda não passaram por substituição não estão mais operando. Já os novos, mais modernos, ganharam elogios dos frequentadores.

SERRA TENTA MUNICIPALIZAR PRAIA PARA MANTER QUIOSQUES

Na Serra a situação é outra. A prefeitura tenta há anos obter o controle de gestão do litoral, que atualmente é da União. Porém, o processo nunca foi concluído. Por isso, os quiosques precisam de autorização da Superintendência do Patrimônio da União (SPU) para operar no local.
Atualmente, segundo a prefeitura, a cidade possui 28 quiosques, mas apenas um está regularizado.
No início de 2020, uma operação da SPU e da Polícia Federal determinou a demolição das estruturas irregulares, ou seja, quase todos os quiosques do município. Segundo os órgãos federais, eles não têm autorização para atuar em área pública e foram notificados disso desde 2015. Contudo, ainda corre recurso a esse respeito e os quiosques seguem de pé.
A prefeitura já manifestou diversas vezes que não tem interesse de que os comerciantes saiam do local e tenta municipalizar a praia, para poder, ela mesma, gerir as questões referentes à orla e manter os quiosques.
A Gazeta procurou a SPU para saber sobre o andamento do processo de municipalização, mas não obteve resposta.

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