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Operação Armistício

Justiça aceita denúncia e 40 viram réus por organização criminosa no ES

Entre os denunciados e agora réus estão dez advogados envolvidos com a facção Primeiro Comando de Vitória (PCV), segundo denúncia apresentada pelo MPES

Publicado em 13 de Agosto de 2021 às 19:46

Vilmara Fernandes

Publicado em 

13 ago 2021 às 19:46
Operação Armistício
Equipe do Gaeco chega à sede do MPES, em Vila Velha, com documentos aprendidos na Operação Armistício, realizada no dia 19 de julho Crédito: Carlos Alberto Silva
A Justiça aceitou denúncia apresentada pelo Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), e quarenta investigados se tornaram réus por participação na organização criminosa denominada Primeiro Comando de Vitória (PCV).
Justiça aceita denúncia e 40 viram réus por organização criminosa no ES
Entre os denunciados e agora réus estão dez advogados envolvidos com a facção, incluindo uma advogada presa na manhã desta sexta-feira (13). Segundo informações do MPES, as provas contra eles foram obtidas na “Operação Armistício”. Apenas uma advogada teve a sua prisão preventiva revogada e os demais permanecem presos com o uso de tornozeleiras eletrônicas.

SUSPENSÃO DA CARTEIRA DA OAB

O MPES informou ainda que a Justiça determinou a suspensão do exercício da advocacia para nove advogados, além da prisão domiciliar com monitoramento eletrônico por tornozeleira. Os demais réus tiveram a prisão preventiva decretada. Cinco deles foram transferidos para presídios federais.
Segundo as investigações, os advogados utilizaram indevidamente de prerrogativas essenciais à advocacia para garantir a comunicação criminosa entre lideranças da facção, que se encontram custodiadas em unidades prisionais do Estado, com membros da organização criminosa em liberdade e ainda foragidos do sistema judiciário. As investigações tiveram início em 2019.
Foram utilizadas medidas judiciais de interceptações telefônicas e telemática, dentre outras diligências. e com elas foi possível obter provas de tráfico de drogas, aquisição e porte de armamentos e munições, execução e planejamento de crimes de homicídio, queima de ônibus e outras ações violentas. Esses crimes eram executados por meio dessa comunicação exercida por intermédio de advogados.
A Primeira fase da Operação Armistício foi deflagrada em 19 de julho, pelo Gaeco com o apoio do Núcleo de Inteligência da Assessoria Militar do MPES, da Diretoria de Inteligência da Polícia Militar do Espírito Santo (Dint-PMES) e do 7º Batalhão da Polícia Militar.
A partir dos resultados foi possível identificar outro núcleo criminoso, com a participação de uma advogada, já suspensa da atividade por decisão judicial.
Dentre os crimes imputados aos que foram denunciados estão os de integrar organização criminosa, associação para o tráfico e tráfico de drogas. Os processos tramitam na 10ª Vara Criminal de Vitória.
Por nota, a Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Espírito Santo (OAB-ES) informou que está acompanhando o caso e acrescenta que tomará as providências cabíveis, observando o Código de Ética e Disciplina e as prerrogativas da advocacia.

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