A Justiça do Espírito Santo determinou a desocupação das áreas da Suzano, localizadas no distrito de Jacupemba e em Vila do Riacho, em Aracruz, no Norte do Espírito Santo. Desde a madrugada desta segunda-feira (17), cerca de 200 famílias do Movimento Sem Terra (MST) invadiram os dois locais. A Polícia Militar disse, na manhã desta terça-feira (18), que vai planejar como executar a ordem judicial.
A liminar de reintegração de posse foi concedida em regime de urgência, com a determinação de multa de R$ 5 mil por pessoa por cada hora que os manifestantes permanecerem no local, segundo informações do Jornal Nacional.
De acordo com
reportagem da Folha de S.Paulo, "o MST alega que a fazenda faz parte do patrimônio do governo do estado, mas teria sido grilada pela Aracruz Celulose, empresa adquirida pela Suzano em 2018".
Até o momento, segundo a PM, não houve registro de ocorrências policiais nas ocupações. Segundo o diretor estadual do MST, Rodrigo Gonçalves, o grupo pretende permanecer nas áreas.
A secretaria de Estado de Direitos Humanos informou, por nota, que nenhum representante do movimento fez contato com o governo e disse ainda que coordena uma mesa de solução de conflitos fundiários e que está à disposição para dialogar com as partes envolvidas.
A reportagem de A Gazeta também procurou o governo estadual para obter informações sobre a origem dos territórios, mas não obteve retorno quanto a esse questionamento.
A Suzano foi procurada pela reportagem. Em nota, a empresa informou que aguarda o cumprimento da decisão judicial.
A força tarefa da Polícia Militar acompanhou, na tarde desta terça-feira (18), a Oficial de Justiça que entregou a ordem judicial aos manifestantes.
A decisão determina que as áreas sejam desocupadas e, segundo apuração do repórter Cristian Miranda da TV Gazeta Norte, os integrantes do MST têm até 24 horas para saírem do local.
Mesmo com a intimação entregue e a presença da PM no local, as famílias afirmaram que vão continuar com a ocupação.
De acordo com a Polícia Militar, o procedimento adotado pela corporação é garantir a segurança do local e evitar possíveis confrontos.