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No Centro

Laudo aponta ordem contrariada em demolição de prédio em Vitória

Estrutura desabou na manhã do último domingo (25) e deixou uma pessoa ferida; engenheiro responsável atestou estabilidade na edificação e nos imóveis vizinhos

Publicado em 30 de Setembro de 2022 às 17:59

Larissa Avilez

Publicado em 

30 set 2022 às 17:59
A queda de um prédio no Centro de Vitória – que aconteceu durante a demolição no último domingo (25) – teria sido causada porque um dos envolvidos na execução do serviço contrariou uma ordem e não seguiu as orientações dadas pelo responsável técnico pela obra. A informação consta em um laudo do engenheiro Marcos Ramos Freire, divulgado nesta sexta-feira (30) pela prefeitura da Capital.
No documento, ele afirma ter ordenado como seria a forma mais segura de executar a demolição da fachada do imóvel, mas que houve "queda na hierarquia", o que acarretou o desabamento. "Os escombros e entulhos, em vez de ruírem para dentro do terreno, desabaram para a calçada e o entorno", diz o trecho.
O laudo também aponta que, "apesar da forma bruta na execução dos serviços, não houve abalo estrutural" e que está confirmada "a estabilidade dos elementos estruturais nas divisas". Em outras palavras, que a obra segue estável, assim como os imóveis que ficam ao lado do que foi demolido.
À frente da Secretaria de Desenvolvimento da Cidade e Habitação de Vitória, a secretária Anna Claudia Dias Peyneau confirmou que o município recebeu o documento nessa quinta-feira (29) e que o "responsável técnico atesta a segurança e a estabilidade da obra em si e dos vizinhos".
"No laudo, o engenheiro diz que está prestando todo acompanhamento e auxílio aos imóveis do lado, caso tenham sido constatadas qualquer tipo de questão ocasionada pela demolição. Ele está prestando assistência para que essa demanda termine de forma pacífica e segura para a cidade", disse.

CREA

Em contato com a reportagem, a assessoria do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Espírito Santo informou que o engenheiro que assina o laudo registrou uma Anotação de Responsabilidade Técnica (ART), no dia 28 de setembro, no Crea-ES. O documento refere-se apenas ao laudo e não a execução do serviço de demolição da estrutura. Sobre esse serviço não há nenhum registro de profissional responsável.
Ao tomar ciência do fato, o presidente do Crea no Estado, Engenheiro Jorge Silva, encaminhou o laudo e a ART à Unidade de Relcionamento Institucional da autarquia para apuração, manifestação e adoção das medidas que o caso requer.
Além disso, o processo também esta sendo despachado para a Câmara Especializada de Engenharia Civil do Crea para análise, e, se necessário, encaminhamento à Comissão de Ética Profissional do Conselho a fim de apurar o laudo técnico emitido e também a conduta do engenheiro, visto as especificidades contidas no laudo.

UMA PESSOA FERIDA: RELEMBRE O CASO

Câmeras de videomonitoramento gravaram o momento do acidente durante a demolição do prédio, na Avenida Jerônimo Monteiro, no Centro de Vitória. Um trabalhador ficou levemente ferido. Os escombros interditaram parcialmente um trecho da via na manhã do último domingo (25).
Após a queda da estrutura, as imagens registradas no local mostravam a cena da destruição: veículos usados na demolição foram atingidos pelo concreto e parte da estrutura foi parar no meio da rua. Uma retroescavadeira utilizada na demolição ficou parada no meio da avenida após o acidente.
Testemunhas contaram que o trator estava tentando derrubar uma coluna ao lado de uma clínica vizinha ao prédio. No entanto, foi a parede central que desabou. O trabalhador atingido teria corrido quando ouviu o barulho do desabamento, mas acabou atingido e ficou com ferimentos na mão.
Durante a semana passada, a TV Gazeta esteve no local porque o prédio tinha autorização da Prefeitura de Vitória para ser demolido. Na quarta-feira (21), o que chamava atenção era a marquise quebrada. Sem proteção ou avisos, os pedestres caminhavam normalmente na frente do trecho que desabou.
Na oportunidade, o engenheiro José Maria Cola, diretor do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Espírito Santo (Crea-ES), afirmou que seria necessária a instalação de uma proteção. Nos dias seguintes, o responsável pela obra procurou o município e foi instalada a sinalização.
Na última terça-feira (27), a Prefeitura de Vitória informou que a proprietária do imóvel em questão foi identificada como Carmen Maria Alves Botti. O contratante da obra foi identificado como Eugênio de Freitas Sette, enquanto Marcos Ramos Freire é o engenheiro responsável pela obra.

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