Uma ida ao banco para realizar a prova de vida virou transtorno para uma família de Guarapari na tarde de terça-feira (3). Ao levar a avó Thereza Teixeira, de 95 anos — que se locomove por meio de cadeira de rodas — para o procedimento, o autônomo Fabrício Ribeiro encontrou uma vaga de estacionamento exclusiva para pessoas com deficiência física, porém, em frente a um poste e a uma banca de revistas, o que impedia a saída da idosa.
Para conseguir ajudar a avó a sair do carro, Ribeiro precisou dar a volta no quarteirão e estacionar temporariamente no meio da rua. Só assim Thereza conseguiu sair, sentar na cadeira de rodas e entrar no estabelecimento para realizar a prova de vida. "É impossível retirar quem estiver no carona, se estacionar ali. Eu precisei dar a volta no quarteirão, parar no meio da rua para conseguir sair e nos colocarmos na cadeira de rodas para fazer o exame”, criticou.
A revolta do neto se deve à falta de atenção às dificuldades das pessoas que precisam da vaga. A dona Thereza, por exemplo, amputou a perna no último mês e teve um Acidente Vascular Cerebral (AVC) recentemente. A situação faz com que a aposentada precise de ajuda para se locomover de cadeira de rodas e tenha acessibilidade onde ela for.
Enquanto tentava resolver o problema, uma outra preocupação surgiu: o nervosismo de dona Thereza. Como não entendeu a situação, ela achou que uma confusão estava acontecendo. "Ela ficou nervosa e estressada e isso não é bom. Ela não entendeu que era algo que estava afetando um direito dela", contou.
Acionada pela reportagem, a Prefeitura de Guarapari afirmou que o problema é de responsabilidade da concessionária do rotativo no trecho onde está a vaga.
A empresa Rizzo Park, que administra o rotativo, foi demandada pela reportagem, mas não houve retorno até a publicação. O espaço segue aberto.