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Feminicídio

Morta pelo marido na Serra, Mirelle era mãe dedicada e amava dançar

Mirelle Figueiredo Peruzia, 27, foi assassinada com um tiro quando se dirigia ao trabalho. Dois dias depois, o marido confessou o crime e está preso

Publicado em 20 de Novembro de 2020 às 09:01

Maiara Dal Bosco*

Publicado em 

20 nov 2020 às 09:01
Mirela Figueiredo Peruzia foi assassinada pelo marido com um tiro na cabeça na Serra
Mirelle Figueiredo Peruzia foi assassinada pelo marido com um tiro na cabeça na Serra Crédito: Reprodução/TV Gazeta/Arte Geraldo Neto
Mãe dedicada, apaixonada por dança e sempre com um sorriso no rosto. Essas são algumas das características de Mirelle Figueiredo Peruzia e que sempre serão lembradas. Na última segunda-feira (16), a caçula de quatro irmãos teve a vida interrompida de forma cruel pelo marido quando saía para trabalhar, na Serra. Perto de completar 28 anos, Mirelle deixou uma filha, de 7, e muitas recordações para quem a conhecia. Nesta quinta (19), Thairinne Figueiredo Peruzia, 29, conversou com a reportagem de A Gazeta sobre a irmã. 
As lembranças mais felizes são da infância e adolescência. “Nascemos e fomos criadas em Taquara, e sempre fomos muito parecidas. Quando adolescentes, parecíamos gêmeas. Usávamos até roupas iguais. Gostávamos de dormir na varanda para olhar o céu. Quando crianças, era  nosso irmão Walace quem nos ajeitava para irmos à escola. Ele fazia trança em nossos cabelos”, recordou Thairinne.
Mirelle e irmã
Mirelle e a irmã, Thairinne, em um momento de descontração Crédito: Acervo pessoal
As memórias da irmã são mais fortes nessas fases da vida porque quando Mirelle se casou, 11 anos atrás, as irmãs acabaram se distanciando. Thairinne era uma das pessoas da família que não aprovava o relacionamento. “Eu nunca fui a favor. Depois de casada, minha irmã acabou se afastando da família. Nossa amizade de irmãs foi abalada por conta dessa relação. Ela não participava do grupo da família, por vezes não comparecia às nossas reuniões entre os primos, entre nossa família. Nos últimos três meses, falei pouco com ela”, lamentou Thairinne.
De acordo Thairinne, quando o crime aconteceu, ninguém da família queria acreditar porque Mirelle era uma pessoa muito querida e não havia uma pessoa sequer que desejasse o mal dela. A suspeita voltou-se, então, para o marido de Mirelle, por conta de todo o histórico de um relacionamento conturbado. Ainda segundo Thairinne, a irmã já havia tentado se separar do companheiro e que buscava orientá-la a esse respeito.
“Ela tentou a separação, mas ele acabou colocando fogo no carro que Mirelle tinha em seu próprio nome. Ela merecia ser feliz”, desabafou. 

FILHA TROUXE LUZ

Thairinne contou que, quando a irmã descobriu a gravidez, estava brigada com marido e autor do crime. Segundo ela, a chegada da sobrinha iluminou a vida da irmã. “Ela era uma mãe dedicada, sempre acompanhava as reuniões, festinhas, ela se importava muito com a vida escolar da filha”, pontuou a irmã, destacando a semelhança entre mãe e filha: “Por eu ter crescido com a Mirelle, hoje eu olho para a minha sobrinha e vejo a minha irmã quando nova. O jeito bravo, a voz grossa, a língua presa. É a minha irmã quando criança”, afirmou, finalizando: “Minha irmã fará muita falta. Era uma pessoa de luz."
Mirelle Figueiredo Peruzia
Mirelle em seu aniversário do ano passado Crédito: Acervo pessoal

ENTENDA O CASO

Mirelle Figueiredo Peruzia, 27, foi assassinada com um tiro na cabeça na última segunda-feira (16), quando se deslocava para o trabalho no bairro Camará, na Serra. Isaías Júnior Carvalho, marido de Mirelle, foi preso na quarta-feira (18). De acordo com a Polícia Civil, o homem confessou o crime.
* Maiara Dal Bosco é aluna do 23° Curso de Residência em Jornalismo da Rede Gazeta, sob supervisão da editora Joyce Meriguetti e de Aline Nunes.

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