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Identidade capixaba

Pai e filho mantêm viva a tradição das panelas de barro de Goiabeiras

Tradição familiar que movimenta a produção artesanal das panelas de barro começa com a retirada da matéria-prima no Parque Natural do Vale do Mulembá, em Vitória

Publicado em 10 de Maio de 2025 às 08:16

Ricardo Medeiros

Publicado em 

10 mai 2025 às 08:16
Dentro do Parque Natural Municipal do Vale do Mulembá, no bairro Joana D’arc, em Vitória, acontece um trabalho essencial para a produção das tradicionais panelas de Goiabeiras: a retirada do barro. Uma atividade dura, marcada pela solidão de quem enfrenta o peso da terra e do tempo.
Ronaldo Alves Corrêa é um dos tiradores do barro utilizado na confecção das famosas panelas capixabas. Seu trabalho é minucioso. Primeiramente, é necessário identificar uma área com pouca umidade, remover camadas de terra preta e, então, encontrar o “barro bom”, como ele mesmo define. Conheça sua história no vídeo acima.
Ronaldo Corrêa, membro da comunidade de paneleiras de Goiabeiras, extrai barro no Vale do Mulembá para a produção de panelas de barro
Ronaldo Corrêa, membro da comunidade de paneleiras de Goiabeiras, extrai barro no Vale do Mulembá para a produção de panelas de barro Crédito: Ricardo Medeiros
...o barro não chega a se cavar, não. Tem que limpar a área, tirar o barro preto, para achar o 'barro bom'
Ronaldo Alves Corrêa - Barroeiro
Após a extração, o material é moldado em bolas de, aproximadamente, 15 a 20 quilos e transportadas em carrinhos de mão até um caminhão, que leva o barro até o galpão das paneleiras em Goiabeiras.
Quem realiza esse transporte é seu filho, Rodolfo Corrêa, ex-goleiro de futebol. Hoje, ele auxilia o pai no processo e, aos poucos, também se envolve diretamente na extração do barro.
Ronaldo Corrêa, membro da comunidade de paneleiras de Goiabeiras, extrai barro no Vale do Mulembá para a produção de panelas de barro
Ronaldo Corrêa, membro da comunidade de paneleiras de Goiabeiras, extrai barro no Vale do Mulembá para a produção de panelas de barro Crédito: Ricardo Medeiros
“...eu sou ajudante como carregador, mas só que eu estou começando a fazer minhas covas, tirar o meu barro também.”
Rodolfo Corrêa - Barroeiro
A tradição familiar do ofício atravessa gerações. Ronaldo aprendeu a retirar barro aos dez anos com as tias. Hoje, sua irmã, Berenice Corrêa, é presidente da Associação das Paneleiras de Goiabeiras. O pai, seu Eudóxio Corrêa, também atuava na retirada de barro no Vale do Mulembá e faleceu enquanto descansava após um dia de trabalho. A parceria entre pai e filho hoje é também uma forma de honrar sua memória.
Ronaldo Corrêa, membro da comunidade de paneleiras de Goiabeiras, extrai barro no Vale do Mulembá para a produção de panelas de barro
Ronaldo Corrêa, membro da comunidade de paneleiras de Goiabeiras, extrai barro no Vale do Mulembá para a produção de panelas de barro Crédito: Ricardo Medeiros
A trajetória de Ronaldo Alves Corrêa reflete a importância dos saberes tradicionais e da transmissão de conhecimento entre gerações, mantendo viva a produção artesanal das panelas de barro — um verdadeiro símbolo da identidade capixaba.

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