O Big Brother Brasil 23 começou nesta segunda-feira (16) e empolgou o público com os "brothers e sisters" na casa mais vigiada do Brasil. Mas e se os doguinhos também embarcassem nessa onda e virassem participantes? Foi essa a ideia que a Reilla dos Santos, dona de uma hospedagem para pets em Aracruz, no Norte do Espírito Santo, teve com uma amiga que trabalha com artes.
As postagens viraram sucesso nas redes sociais, não só para os donos, mas para todos os fãs de pets. "A casa já é vigiada, né, porque a gente tem que postar o tempo inteiro a rotina dele para os tutores se sentirem bem. Então eles estão no Big Dog", explicou Reilla.
Todos os cachorros de porte pequeno e médio hospedados, participam automaticamente da brincadeira. A equipe faz o perfil do animal e posta nas redes sociais.
Os cachorros com mais curtidas a cada semana viram os "aulíderes", similar ao líder da semana no reality global. Três vão para a final no paredão, que é quando vai ser aberta a enquete para votar no "cãopeão". O vencedor ganha um fim de semana de hospedagem gratuita. Já o segundo e terceiro colocados ganham uma mochila para colocar os pertences do animal quando ele for se hospedar em qualquer local. Todos os animais são acompanhados por um veterinário.
A empreendedora contou que muita gente passou a buscar o local só para o pet poder virar um integrante da casa. "Começou na semana do dia 9 de janeiro, e já tivemos 7 participantes. Vai durar três semanas. Nossa, muita gente tá compartilhando as fotos", disse.
Eliane Peruch é a "avó" do primeiro líder, o Mike, que alcançou 142 curtidas. O cachorrinho da raça shih tzu tem dois anos e é "seletivo com os participantes, mas quando gosta se entrega totalmente".
'Big Dog Brasil': pets de hospedagem do ES entram na onda do BBB23
Eliane contou que o Mike chegou na família na época da pandemia porque a filha estava se sentindo muito sozinha. "Eu nem sabia que ia ter esse Big Dog, eu sempre deixo o Mike quando eu viajo. A gente achou maravilhosa a ideia, começamos a divulgar com os nossos amigos. A gente se divertiu a beça lá em casa."
"Mãe" do Mike, a estudante Mariane Peruch, de 15 anos, ficou toda orgulhosa com a conquista do cachorrinho. "É muito gratificante ser responsável pelo nosso pet e ver seu desenvolvimento, sabemos o quanto somos apegados nesses bichinhos. Ele é muito carente, então sempre quer ficar perto de alguém. Não podemos nem deixar o Mike sozinho em casa que ele fica latindo até voltarmos. Então foi incrível acompanhar isso e ver nosso cuidado sendo reconhecido."
Criatividade nos negócios
Reilla explicou que tem a hospedagem há três anos, e começou com o negócio logo quando chegou a pandemia. Como empreendedora, ela acredita ser com inovações como essa que os negócios evoluem.
"Através das inovações conseguimos chamar mais atenção das pessoas, no intuito de atrairmos novos clientes e, consequentemente, fidelizarmos esses novos clientes, trazendo cada dia mais novidades que os beneficiam tanto eles, tutores, e seus pets também", disse.
Até abrir seu próprio negócio, Reilla trabalhou por mais de 10 anos como ajudante de veterinário em uma clínica em Aracruz.
"No espaço, meu filho Rakan é o monitor, o responsável pelas atividades com os cachorros é o tio Jaques de Souza. Além disso, o veterinário André Engel está sempre em alerta para alguma emergência. Nossa área de recreação acontece no quintal, numa área aberta com atividades de enriquecimento ambiental com piscina de bolinha, rampa e muitos brinquedos. Os cachorros adoram e se divertem muito."
*Com informações da repórter Viviane Lopes, do g1 ES