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De nove meses

“Por que minha filha e meu neto?”, questiona mãe de grávida atropelada em Cachoeiro

Kelly Rodrigues, de 29 anos, foi atingida por um veículo e morta na noite do último sábado (4), na rodovia ES 482, no Sul do ES

Publicado em 06 de Maio de 2024 às 20:11

Sara Oliveira

Publicado em 

06 mai 2024 às 20:11
Kelly Rodrigues, de 29 anos, morreu atropelada. (Arquivo pessoal)
Kelly Rodrigues, de 29 anos, morreu atropelada na noite do último sábado (4) em Cachoeiro Crédito: Arquivo pessoal
“Extrovertida, animada e amorosa”. Essas são as lembranças que Rosanea Rodrigues Santiago vai guardar da filha Kelly Rodrigues, de 29 anos, morta após ser atropelada na rodovia ES 482, em Cachoeiro de Itapemirim, no último sábado (4). Dois dias após o acidente, a mãe ainda tenta entender tudo o que aconteceu com a filha, que estava grávida de nove meses.
"Está sendo muito difícil, muito doloroso. Machuca demais. Eu só queria entender o porquê. Por que minha filha e meu neto?"
Rosanea Rodrigues Santiago - Trabalhadora rural e mãe de Kelly Rodrigues
O acidente foi na altura do bairro Duas Barras, na noite do último sábado (4). Na ocasião, uma testemunha relatou que escutou uma pessoa gritar por socorro e, logo em seguida, um barulho de arrancada brusca de pneus. O homem disse que foi em direção ao portão, ouviu outro som de impacto e viu o atropelamento.
A família não sabe como foi o acidente e nem por que Kelly saiu de casa. A mãe relata que a filha morava em outra residência com um rapaz e a última vez que a viu foi por volta das 17h30 do sábado, após passarem o dia em um rio. Kelly deixou três filhos - 11 anos, 10 anos, 7 anos e daria à luz neste mês ao quarto filho, que se chamaria Alan.
“Já contei para os meus netos, filhos dela. Disse que a mamãe virou estrelinha, que foi morar com papai do céu. O mais velho, de 11 anos, ficou desesperado. Os mais novos, de 10 e 7 anos, choraram muito. O de 7 anos ainda me perguntou: 'e agora, vovó?' Eu falei que agora só tenho eu para cuidar deles. Os três pedacinhos dela nesse mundo para mim”, relatou Rosanea, em entrevista ao repórter Matheus Passos, da TV Gazeta Sul.
De acordo com a mãe, Kelly era dependente química, mas estava se tratando. Por conta da recuperação, os filhos da vítima já moravam com a avó, que tem a guarda das crianças. Segundo Rosanea, a filha era extrovertida, animada e amorosa. “Sempre se deu bem com todo mundo. Brincava, ria. Minha filha era tudo de bom para mim”, lembra a mãe.

O que diz o motorista

O motorista que atingiu a grávida permaneceu no local do acidente. O homem de 33 anos relatou à polícia que ela estava sentada no meio da rodovia, com as duas mãos levantadas, mas não conseguiu frear a tempo. De acordo com a Polícia Militar, ele foi submetido ao teste do bafômetro, que deu negativo.
O motorista foi ouvido e liberado na delegacia, pois, segundo a Polícia Civil, permaneceu no local do acidente e não havia indícios de cometimento de crime que justificassem a prisão em flagrante. Sobre a investigação, a corporação informou que a Delegacia Especializada de Infrações Penais e Outras (Dipo) de Cachoeiro de Itapemirim está com o caso em andamento para apurar as circunstâncias do acidente. Para que a apuração seja preservada, responderam que nenhuma outra informação será repassada.

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