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Consciência Negra

São Mateus será capital do Espírito Santo por um dia; entenda

Ato simbólico faz referência ao Dia Nacional da Consciência Negra, celebrado neste sábado (20). Marília Silveira, secretária de Cultura de São Mateus, explica relação histórica do município com a data

Publicado em 19 de Novembro de 2021 às 18:03

Viviane Maciel

Publicado em 

19 nov 2021 às 18:03
No Dia Nacional da Consciência Negra, celebrado neste sábado (20), o município de São Mateus será a capital simbólica do Espírito Santo. A data escolhida faz referência ao dia da morte de Zumbi, líder do Quilombo dos Palmares, morto em 1695, e o objetivo é de propor discussões e debates na perspectiva de combate ao racismo e às desigualdades sociais no Brasil.
São Mateus será a capital simbólica do Espírito Santo no Dia Nacional da Consciência Negra Crédito: Prefeitura de São Mateus | Divulgação
O ato é previsto pela Lei nº 8.790, de 2007, e faz parte da programação da Secretaria de Estado de Direitos Humanos (SEDH) para o mês de novembro. Marília Silveira, secretária de Cultura de São Mateus e doutoranda em História Social das Relações Políticas na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), explica a relação histórica do município com a data.
“A história da cidade de São Mateus foi marcada pelo processo que escravizou africanos, ou seja, essas pessoas foram “arrancadas” de suas terras e, na localidade, tratadas como escravas. Existe uma grande quantidade de comunidades remanescentes de quilombos no município”, afirma.
A formação de quilombos foi um dos caminhos encontrados pelos escravos para resistirem e buscarem suas liberdades. A secretária Municipal de Cultura relata que São Mateus conta com uma diversidade cultural muito rica, com jongo, reis de boi, ticumbi e várias outras manifestações populares.
Para Marília Silveira, dar visibilidade à cultura quilombola no município é um passo a mais para romper muitas diferenças e discriminações raciais que ainda existem no país.
“A memória desse dia luta pela visibilidade do problema, pois o racismo muitas vezes é negado. Nessa região que por muito tempo imperou a escravidão, ciclos festivos, organizações religiosas, cultura popular, são identidades e características grandiosas, desse vasto território que é a rica cultura de São Mateus e que permite reflexões profundas e resgata memórias”, conclui.

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