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Nativa da África

Testamos: "Fruta do milagre" transforma azedo em doce

A promessa é que, depois de comer a fruta, qualquer alimento azedo ou ácido transforma-se em doce. A explicação é a presença da miraculina, uma proteína que altera a percepção do paladar

Publicado em 23 de Junho de 2024 às 08:29

Alberto Borém

Publicado em 

23 jun 2024 às 08:29
Uma fruta de cor vermelha, de tamanho pequeno, semelhante a um grão de café maduro, instiga a curiosidade das pessoas que a conhecem. A espécie (Synsepalum dulcificum) nativa da África é conhecida como "fruta do milagre". A fruta leva esse nome porque causa uma surpresa em quem a consome: A promessa é que, depois de comer a "fruta do milagre", qualquer alimento azedo ou ácido transforma-se em doce. A explicação é a presença da miraculina, proteína que altera a percepção do paladar.
No Brasil, a espécie pode ser encontrada em viveiros de mudas de plantas exóticas. A Gazeta também já mostrou que um produtor de Castelo, no Sul do Espírito Santo, que se especializou no cultivo de plantas raras, também já colheu os primeiros frutos.
A reportagem teve acesso à espécie. Será mesmo que a "fruta do milagre" pode tornar o limão e o maracujá em frutas doces? Veja as reações no vídeo acima. 

Miraculina

O biólogo e comentarista da Rádio CBN Vitória Marco Bravo explicou a ação da fruta.
"A miraculina não é uma planta doce, mas inibe o sabor do ácido, transformando o alimento em doce. Ela confunde as papilas gustativas, os sensores da nossa língua, dá uma enganada", contou Marco Bravo.
Fruta cabe na palma da mão e é vermelha como um grão de café maduro
Fruta cabe na palma da mão e é vermelha como um grão de café maduro Crédito: Alberto Borém
De acordo com a botânica Maria Colodete, a ação da fruta, de transformar o ácido em doce, pode durar entre 30 minutos e duas horas.
"Como os receptores da língua estão ocupados pela miraculina, ao ingerirmos alimento amargo ou ácido depois da fruta, essas alimentos serão percebidos como adocicados", explicou Maria Colodete.
Ainda de acordo com a botânica, apesar de a fruta da África ter sido encontrada no ES, ela ainda é pouco difundida. O cultivo é mais frequente em áreas quentes, onde há solo rico em matéria orgânica e luz do sol direta.

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