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Saúde pública

'Tratados como verme': mães dormem até no chão para ter consulta no Himaba

Situação era de confusão na manhã desta quarta-feira (8), em busca de atendimento com neuropediatra; hospital é administrado pelo Governo Estadual

Publicado em 08 de Fevereiro de 2023 às 14:15

Alberto Borém

Publicado em 

08 fev 2023 às 14:15
Mães que precisavam marcar consultas para os filhos no Hospital Estadual Infantil e Maternidade Alzir Bernardino Alves (Himaba), em Vila Velha, tiveram que passar horas na fila ou até dormir no chão. Tudo para tentar conseguir acesso à saúde pública e conseguir o atendimento médico necessário aos filhos, que já fazem algum tratamento médico.
"Tratados como verme" "absurdo" e "descaso" foram algumas das expressões ouvidas pelo repórter Diony Silva, da TV Gazeta, que esteve no local na manhã desta quarta-feira (8). Uma das mães ainda questionou: "Somos lixo?".
Mãe e filha dormem no chão enquanto aguardam atendimento no Himaba, em Vila Velha Crédito: Leitor A Gazeta
A situação encontrada pela reportagem no hospital, que é administrado pelo Governo Estadual, foi de confusão. A maioria das pessoas era mães de autistas ou de crianças que precisam de atendimento com médico neurologista. Do lado de fora havia o consenso de que a espera estava longa demais.
Fila de espera e confusão no Himaba, em Vila Velha
Fila de espera e confusão no Himaba, em Vila Velha Crédito: Oliveira Alves
Apesar da demora e da incerteza de conseguir ser atendidas, as pessoas seguiam na unidade. Muitas são parentes de crianças que vão precisar de acompanhamento por toda a vida. Há quem seja de cidades próximas na Grande Vitória, mas também de municípios do Norte e do Sul do Estado.
Veja abaixo relatos de quem tem passado sufoco no Himaba, em Vila Velha:
"Isso é o cúmulo do absurdo, ninguém aguenta mais, nós somos pessoas. A gente é bicho? A gente é lixo? Fazemos tudo corretamente e somos tratados como verme. A gente não aguenta mais "
Andreia da Silva - Dona de casa
"Tive que trazer porque não tinha ninguém para ficar com meus filhos. Tive que colocar todos para dormir no chão, onde os cachorros dormem. Eu só consegui agendar para o dia 2 de junho. Isso é falta de respeito "
Janaína Lacersa Silveira - Dona de casa
"Saí 5h com três crianças pequenas. Cheguei aqui e é este descaso, não tem ficha... Perdi meu tempo à toa "
Meirian Martins - Dona de casa
"(O atendimento) Estava agendado, e o hospital simplesmente desmarcou, falando que ia reagendar. Estou esperando há 7 meses. Tenho que dormir na fila. É sempre essa dificuldade. Meu filho tem autismo. Só quero dignidade, que as crianças sejam atendidas "
Roney Klipel - Técnico de informática
"Estou tentando há 5 meses. Venho e não consigo. Por telefone, não adianta, é impossível. Chego de madrugada e não consigo ficha para agendar consulta "
Elizângela Pereira - Dona de casa

O que diz a Sesa

Após as inúmeras reclamações, a reportagem de A Gazeta procurou a Secretaria Estadual de Saúde (Sesa) para entender o que aconteceu no Himaba e questionou se há atraso em consultas e se falta equipe médica na unidade.
Fila de espera e confusão no Himaba, em Vila Velha
Fila de espera e confusão no Himaba, em Vila Velha Crédito: Leitor A Gazeta
Em nota, a Sesa respondeu que a demanda tem sido maior do que a oferta de vagas e que hospital recebe pacientes de diversas regiões do Estado, além de pacientes da Bahia e de Minas Gerais.
A pasta também informou que planeja ampliar a oferta de consultas na neurologia. Atualmente, são 150 vagas mensais. A ideia é aumentar para 900 por mês: 300 seriam por telemedicina e as demais, presenciais. No entanto, a Sesa afirmou que a ampliação depende de mais recursos e de um novo acordo com o Himaba.

Sesa | Nota na íntegra

"A direção do Hospital Infantil e Maternidade Alzir Bernardino Alves (Himaba), em Vila Velha, esclarece que atualmente disponibiliza 150 vagas mensais de neuropediatria para agendamento de pacientes provenientes de diversas regiões, que vão desde a Grande Vitória ao interior da Bahia e de Minas Gerais.

No entanto, a média mensal de atendimento em neuro tem sido de 360 pacientes, pois, além dos retornos, recebe ainda os usuários em primeira consulta. No ano de 2022, foram realizadas 4.317 consultas. De janeiro de 2023 até o presente momento, o Himaba realizou cerca de 400 atendimentos.

O quadro de especialistas em neurologia pediátrica do Himaba é composto por três médicos. Os agendamentos para o primeiro semestre deste ano já estão comprometidos. Por isso, na manhã desta quarta-feira (8), a direção do Himaba disponibilizou a abertura de agenda para o segundo semestre.

A Secretaria da Saúde informa que está repactuando com a gestão do Himaba a ampliação da oferta de consultas para neurologia: 300 por telemedicina e 600 presenciais."

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