A vacina contra a dengue deve chegar ao Espírito Santo na primeira quinzena do mês de março. Inicialmente, a previsão era no mês de fevereiro, porém, segundo o Ministério da Saúde, o órgão alterou a distribuição das doses após seguir critérios epidemiológicos, atendendo Estados com um número maior na crescente da doença.
No Espírito Santo, 20 cidades serão contempladas com a vacina, que será distribuída em duas fases para crianças de 10 a 11 anos em um intervalo de três meses. Segundo a Secretaria de Saúde (Sesa), o Estado aguarda definições da pasta federal para divulgar o número de doses que serão ofertadas aos capixabas.
Segundo o Ministério da Saúde, 315 cidades ao redor do Brasil já receberam as doses, nos estados de Goiás, Bahia, Acre, Paraíba, Rio Grande do Norte, Mato Grosso do Sul, Amazonas, São Paulo, Maranhão e Distrito Federal.
“Do total de doses já entregues, de acordo com o ‘Vacinômetro’, sistema público em que os Estados informam o número de doses aplicadas das vacinas presentes no Calendário Nacional de Vacinação, foram aplicadas mais de 28 mil doses da vacina contra a dengue”, informou o ministério.
Situação de emergência
Na manhã desta quarta-feira (21), o governador Renato Casagrande anunciou que o Espírito Santo decretará estado de emergência em saúde diante do aumento dos casos de dengue nas últimas semanas. A decisão foi informada durante a abertura da reunião de Acompanhamento da Situação da Dengue no Estado.
Ainda segundo Casagrande, além dos dois óbitos já confirmados em 2024, outras 11 mortes estão em investigação em território capixaba, por suspeita de terem sido causadas pela dengue.
"Neste ano de 2024, nas primeiras semanas de janeiro, estávamos tendo uma situação melhor que em 2023, mas nestas últimas semanas, nesta última semana em especial, tivemos maior número de notificações, maior número de confirmações. Temos uma situação grave"
De acordo com Casagrande, a decisão foi tomada em conjunto com a Defesa Civil e com a Secretaria de Saúde. “ [...] Vamos decretar hoje situação de emergência para facilitar a nossa ação de aquisição de materiais, facilitar nossa ação em repasse de recursos quando necessário, facilitar e flexibilizar a nossa ação e dar ao município essa possibilidade de tomar medidas de forma mais flexível. O decreto permite que a gente tenha mais agilidade e também que a gente passe para a sociedade a gravidade da situação que a gente está vivendo”, disse o governador.