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Três dias à deriva

Vigilante é resgatado em alto-mar após desaparecer ao pescar em Guarapari

Cerca de 15 minutos após começar a sobrevoar a região, uma equipe em helicóptero do Notaer localizou a embarcação com Ervando Andrade da Silva na manhã desta sexta-feira (4)

Publicado em 04 de Novembro de 2022 às 10:52

Alberto Borém

Publicado em 

04 nov 2022 às 10:52
O vigilante Ervando Andrade da Silva, de 57 anos, foi resgatado nesta sexta-feira (4) em alto-mar três dias após sair para pescar nas redondezas da Ilha da Escalvada, em Guarapari, e não retornar para casa ou fazer contato com a família. Morador do bairro Itapebuçu, no município, ele saiu de casa sem telefone ou documento e foi para o mar no barco "Tigre", que ele estava acostumado a utilizar. A Capitania dos Portos do Espírito Santo acionou o Núcleo de Operações e Transporte Aéreo (Notaer), responsável pelo salvamento, a 9 km da costa.
Família pede ajuda para encontrar Ervando Andrade da Silva, de 57 anos
Família pede ajuda para encontrar Ervando Andrade da Silva, de 57 anos Crédito: Arquivo pessoal
O Notaer informou que foi procurado pela Capitania na manhã desta sexta-feira para realizar buscas de um suposto náufrago no litoral de Guarapari. Cerca de 15 minutos após começar a sobrevoar a região, a equipe do Núcleo de Operações e Transporte Aéreo localizou a embarcação com Ervando Andrade da Silva – ele estava bastante debilitado, mas consciente.
A embarcação em que estava Vandinho foi guinchada pelo helicóptero do Notaer e o vigilante foi levado para o aeroporto de Guarapari, ponto de apoio mais próximo da Unidade de Pronto Atendimento da cidade, onde recebeu atendimento médico.
Segundo a filha do vigilante, Rafaella da Silva, o pai pesca há muitos anos e tem como hábito sair sozinho para o mar. "Meu pai costuma sair para pescar, é um hábito. Ele saiu por volta das 5h na terça-feira (1). Ele, inclusive, fez aniversário na quarta-feira, dia 2", comenta a filha.
Família pede ajuda para encontrar Ervando Andrade da Silva, de 57 anos
Barco em que estava Vandinho, encontrado nesta sexta (4) Crédito: Arquivo pessoal
A embarcação utilizada não é de Vandinho, mas ele é o responsável por tomar conta do "Tigre", nome do barco. O barco nas cores amarela e azul tem um proprietário de Minas Gerais, conhecido de Ervando, segundo a filha.
Após horas sem contato com o pai, a filha acionou a Marinha do Brasil. Procurada pela reportagem de A Gazeta, antes de Vandinho ser encontrado, a corporação detalhou estar ciente do caso e mantendo "acompanhamento permanente do fato".

Marinha do Brasil | Nota na íntegra | Antes do resgate

A Marinha do Brasil (MB) informa que a Capitania dos Portos do Espírito Santo (CPES) tomou conhecimento, no fim da tarde de hoje (03), da informação de desaparecimento de uma embarcação e seu tripulante, que saiu para pescar na madrugada da última terça-feira (01), nas redondezas da Ilha da Escalvada, em Guarapari (ES), e que, até o momento, não teria retornado.

A CPES deslocou uma equipe para o local, a fim de iniciar as operações de Busca e Salvamento. A MB ressalta que fez contato com a Vitória Rádio para divulgar o ocorrido a todas as embarcações que trafegam pela região, e, ainda, que mantém acompanhamento permanente do fato.

Localização e resgate no mar 

Um grupo formado por quatro pessoas, dentro do helicóptero do Notaer, foi o responsável pelo resgate do pescador na manhã desta sexta-feira (4). Foram cerca de 15 minutos de voo até encontrar o barco com as características descritas pela Capitania dos Portos, como explicou o chefe da comunicação do Notaer, Major Pablo.
"A gente recebeu informações de que o pescador estava em um barco azul e amarelo. De terça até sexta, não sabíamos se ele tinha água ou comida. Nosso equipamento, chamado de guincho, permite que a gente puxe a vítima, como uma fralda. Era um pensamento de fé na missão", detalha.
Minutos depois de encontrar Ervando Silva, a equipe utilizou o equipamento. Um dos militares desceu até o barco para buscar o pescador, que estava debilitado, mas consciente. Com o mar agitado, foi preciso ter ainda mais cuidado. A movimentação do barco no mar poderia, inclusive, ferir o militar no resgate. 
"Um dos operadores viu de longe um barco. Fomos identificando as cores e a movimentação. Quando chegamos mais perto, percebemos que era o barco da foto. A chance era pequena, mas conseguimos encontrar", afirma.
"Ele estava ficando deitado no convés do barco, porque estava muito frio. Hoje, nem tanto na Grande Vitória. Mas no Sul, estava chovendo e o vento muito forte. Pelo tempo que ele ficou no mar, ele devia estar quase entrando em um estado de hipotermia. Mas o sentimento é de acreditar na missão"
Major Pablo - Chefe da Seção de Comunicação do Notaer
Com a certeza de que Ervando agora está nos braços da família e em segurança, o sentimento de quem participou do resgate é de dever cumprido. "Ficamos com um sentimento muito bom. Tem toda uma equipe que participa do trabalho. Quando conseguimos êxito na execução, o sentimento de dever cumprido é muito grande. Sempre analisamos a missão depois, e o hoje o sentimento predominante foi o de dever cumprido", conta.
Vigilante é resgatado em alto-mar após desaparecer ao pescar em Guarapari

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