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Prévia do PIB

Atividade econômica do Espírito Santo caiu 4,4% em 2020, diz Findes

No acumulado do ano, todos os grandes setores da economia do Estado tiveram desempenho negativo diante da pandemia do coronavírus

Publicado em 15 de Março de 2021 às 16:41

Natalia Bourguignon

Publicado em 

15 mar 2021 às 16:41
Bobina de aço: PIB da indústria deve cair 3% no Espírito Santo
Prévia do PIB: indústria foi um dos setores que mais sofreu no ano da pandemia Crédito: Instituto Aço Brasil/Divulgação
A atividade econômica do Espírito Santo encolheu 4,4% em 2020, segundo estudo do Instituto de Desenvolvimento Educacional e Industrial (Ideies), entidade do Sistema Findes. Todos os grandes setores da economia sofreram redução no desempenho, com destaque para a indústria, que teve redução de 12,8% no acumulado do ano.
O dado é considerado uma prévia do PIB estadual, que deve ser oficialmente apresentado ainda nesta semana pelo Instituto Jones do Santos Neves. O PIB do Brasil fechou o primeiro ano de pandemia com retração de 4,1%.
Atividade econômica do Espírito Santo caiu 4,4% em 2020, diz Findes
"Entre o terceiro e quarto trimestres, vimos um aumento de 4,4%. Claramente, isso se deve a uma melhora em relação àquela época do início da pandemia. A flexibilização das restrições repercutiu na economia capixaba proporcionando esse crescimento. Mas sabemos que ao longo de 2020 tivemos muita dificuldade e por conta disso o fechamento do ano foi negativo em 4,4%”, afirmou o economista-chefe da Findes e diretor executivo do Ideies, Marcelo Saintive.

INDÚSTRIA

Dentro do setor industrial, o maior recuo foi na indústria extrativa, que caiu 22,8%. Segundo a gerente do Observatório da Indústria do Ideies, Marília Silva, o motivo é a alta sensibilidade desse ramo às demandas externas. Ou seja, a demanda reduzida em outros países afeta a produção no Espírito Santo. 
É o caso, por exemplo, do setor de petróleo e gás, que reduziu a produção em 2020 diante da queda na demanda global em função da pandemia.
Já a indústria da transformação foi a que teve o melhor desempenho, fechando o ano em estabilidade (-0,3%), graças, principalmente, ao crescimento do setor de alimentos, de papel e celulose e de minerais não-metálicos (mármore e granito).
Contudo, a queda de mais de 15% do setor de metalurgia - e o fato de ele representar mais de um terço do setor da indústria de transformação - puxou o indicador para baixo.
“O setor de papel e celulose teve crescimento expressivo com mais de 20%. Se esse setor não tivesse crescido tanto, a queda (referente à indústria da transformação) teria sido maior. Já a metalurgia é um setor fortemente impactado pelas demandas mundiais. Faz bastante sentido que, no ano em que a economia do mundo reduziu, ele sinta mais os desdobramentos que outros”, afirmou a gerente.

CONSTRUÇÃO CIVIL E SERVIÇOS

A construção civil, apesar de ter observado um crescimento de 40% no último trimestre do ano em relação ao período imediatamente anterior, ainda terminou o ano com recuo de 15,8%.
A queda do setor de serviços foi menor, de 2,8% no acumulado do ano, com resultado amenizado pelo comércio que, apesar das medidas restritivas sofridas no primeiro semestre do ano, conseguiu se recuperar e crescer 1,7%.
“Para o comércio, os benefícios do governo fazem bastante diferença porque criam uma demanda. O comércio conseguiu fechar ano com crescimento, mas o setor de transportes e demais serviços não conseguiram”, explicou Marília Silva.

MAIS UMA DÉCADA PERDIDA

A presidente da Findes, Cristhine Samorini, afirmou, ao comentar os dados, que passamos pela segunda década perdida para a economia, citando os anos de 1980 e o período entre 2010 e 2020.
Ela disse ainda que a Federação se mantém em diálogo com o governo federal para tentar fazer avançar as reformas (tributária e administrativa) e tem agido para ampliar a velocidade de vacinação da população.
“Isso reforça a nossa necessidade de atuar, de cobrar com mais intenção, que as reformas aconteçam, mas é uma pauta que temos que dividir com a pandemia. Estamos muito empenhados a ajudar nesse momento para a vacinação. Já começamos o diálogo com farmacêuticas. Não é fácil, mas sabe que quanto mais esforços, mais rápido vamos conseguir esse volume necessário de vacinação”, disse.
O setor, que aderiu ao movimento Unidos pela Vacina, tem como foco a mobilização para imunizar todos os brasileiros até setembro deste ano.

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