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Retomada econômica

Consumo de energia na indústria e em shopping centers avança 35% no ES

Dado se refere às duas primeiras semanas de junho em relação ao mesmo período do ano passado. Segundo entidade, alta está ligada à volta de atividades econômicas após períodos mais críticos da pandemia

Publicado em 01 de Julho de 2021 às 10:33

Caroline Freitas

Publicado em 

01 jul 2021 às 10:33
Torres de energia elétrica
Segundo entidade, setores tem recuperado nível de consumo pré-pandemia Crédito: Pixabay
A despeito da crise de hídrica vivenciada no país e consequente alta dos preços, o consumo de energia elétrica no Espírito Santo cresceu 16,5% na primeira quinzena de junho em comparação com o mesmo período de 2020.
No mercado livre, onde estão os consumidores de alta tensão, como indústrias e shoppings, houve aumento de 35,2%.  Os dados são preliminares e fazem parte do Boletim InfoMercado Quinzenal da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).
Segundo a pesquisa, nas duas primeiras semanas desse mês, os capixabas consumiram cerca de 1.485 megawatts (MW) de energia. Na avaliação da entidade, essa alta está ligada à recuperação das atividades econômicas, após recuos observados no ano passado, quando pandemia do novo coronavírus levou ao fechamento de muitos negócios durante o período de restrições mais intensas.
“O impacto do isolamento social neste ano está sendo menor que no ano passado porque diversos setores da economia se adaptaram, tiveram tempo para buscar alternativas para continuarem operando, mesmo diante de medidas restritivas. A flexibilização dessas medidas e a reabertura da economia local também influenciam no consumo de eletricidade”, observou o presidente do Conselho de Administração da CCEE, Rui Altieri.

MINERAÇÃO E SETOR DE ROCHAS PUXARAM AUMENTO

Neste sentido, Altieri destaca a representatividade do consumo de eletricidade no mercado livre, onde estão os consumidores de alta tensão, como indústrias e shoppings, por exemplo. Foi o segmento que registrou a maior alta nas duas primeiras semanas de junho (35,2%), com 598 MW médios consumidos.
O setor de metalurgia e a extração de minerais não-metálicos (como mármore e granito), dois dos maiores mercados do Espírito Santo, foram os que mais consumiram no período – 190,5 MW médios e 118,1 MW médios, respectivamente.
Por conta desse aumento, o Ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, afirmou em pronunciamento em rede nacional nesta segunda-feira (18), que o governo prepara um programa voluntário para que as indústrias desloquem o uso de energia para períodos de menor consumo. O objetivo é evitar que o sistema fique sobrecarregado, considerando que país atravessa uma crise energética.
Também houve avanços nos setores de serviços (+51%) e saneamento (+36%).

CONSUMO DE PEQUENAS EMPRESAS E RESIDÊNCIAS SUBIU 5,1%

O mercado regulado, onde estão os pequenos comércios e empresas, juntamente com os consumidores residenciais, o consumo foi de 887,3 MW, um aumento de 5,1% em relação ao mesmo período do ano passado.
Observa-se ainda um avanço em relação ao período pré-pandemia. Na comparação com as primeiras duas semanas de junho de 2019, o aumento foi de 6%. Entretanto, no acumulado desde janeiro, o consumo ainda está 3,6% menor, também em comparação com aquele ano.

CONTA DE LUZ DEVE FICAR MAIS CARA EM JULHO

Conforme já anunciado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), um novo aumento na conta de luz está previsto já para julho. Altieri reforça que embora a elevação da tarifa possa desestimular o consumo pontualmente, com a retomada das atividades econômicas, a previsão é de que o Estado volte a consumir como no período pré-pandemia.
“Com a bandeira tarifária, os consumidores tendem a economizar mais energia, então espera-se que haja uma redução. Mas também é importante destacar que a alta no consumo que observamos hoje é uma recuperação do recuo do ano passado, logo, com o avanço da campanha de vacinação contra COVID-19 e consequentemente a reabertura da economia local, haverá aumento na demanda porque voltaremos à normalidade, ou seja, a consumir um volume semelhante ao período pré-pandemia.”

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