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Cooperativa indígena coleta sementes e garante renda com reflorestamento

Por dia, os indígenas de Aracruz costumam recolher 15 quilos de sementes nativas da Mata Atlântica

Publicado em 05 de Setembro de 2023 às 16:03

Redação Integrada

Publicado em 

05 set 2023 às 16:03
Um trabalho de formiguinha que encontra na floresta um caminho para recuperar a natureza e salvar quem está perto dela. Essa é a atividade da Cooperativa de Agricultores Indígenas Tupiniquim e Guarani (Coopyguá), que realiza a coleta de sementes em áreas florestais.
A cooperativa, que funciona em Aracruz, no Norte do Estado, só no ano de 2022 recolheu 2.270 quilos de sementes de espécies nativas da Mata Atlântica e obteve renda de R$ 150.000 com esse trabalho.
Por dia, os indígenas costumam coletar 15 kg de sementes. Na área de preservação ambiental onde atualmente fazem o trabalho, há o predomínio de dois tipos de fruta: cajá-mirim e boleira.
Depois de coletar as frutas há o processo de secagem das sementes
Depois de coletar as frutas, há o processo de secagem das sementes Crédito: Reprodução/TV Gazeta
O trabalho de seleção começa na mata. Já em casa, as trabalhadoras tiram a polpa e preparam o fruto para a secagem. No caso da boleira, é realizada a quebra da casca e retirada a semente. Tudo é vendido para clientes interessados em reflorestamento.
“Tem projetos próprios nas áreas indígenas com plantio direto com sementes. Eles também vendem para outras iniciativas e para parceiros”, explica o consultor de desenvolvimento Gerson Peixoto.
Em Aracruz, há sementes de árvores que já estão embaladas, prontas para serem usadas em reflorestamento na Bahia. Além da restauração florestal, as sementes também servem para a produção de artesanato. Tudo isso serve para complementar a renda dos cooperados.
Segundo Danila Morais Soares, membro da cooperativa, a maioria das sementes coletadas já era conhecida por ser utilizada para a criação dos artesanatos.
Danila cria peças de artesanato que é uma atividade passada por gerações
Danila faz artesanato com as sementes, em atividade passada por gerações Crédito: Reprodução/TV Gazeta
“Quando entramos nesse projeto de semente, nós já usávamos esse material para o artesanato. Isso (o novo uso das sementes para a venda) foi bem vantajoso para a gente. Além de estar plantando, daqui uns anos, meu filho e minha sobrinha já vão ter a semente para o uso. É um extra, então é muito bom”, afirma Danila.
O trabalho ancestral de conexão com a natureza está a cada dia com mais raízes fincadas na terra. Se depender de Danila, as próximas gerações vão manter viva essa tradição.
"A gente faz de tudo para mostrar isso. A gente realiza oficinas e leva as crianças para poder ver. Fazemos o manejo, que é a limpeza da semente, aqui na beira de casa. Então, colocamos a crianças para ver e aprender "
Danila Morais Soares - Membro da cooperativa
Com informações da TV Gazeta

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