Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

Residencial Vila Velha

Crea vê anomalias em série e diz que prédio ficará interditado 72 horas

Edifício em Jabaeté foi isolado preventivamente, na noite de quinta (11), após estalos na estrutura. Engenheiros do Crea-ES estiveram na manhã desta sexta (12) no local

Publicado em 12 de Fevereiro de 2021 às 14:42

Caroline Freitas

Publicado em 

12 fev 2021 às 14:42
Residencial Vila Velha, em Jabaeté, teve prédio interditado pelas autoridades. Condomínio do Minha Casa Minha Vida apresenta outras falhas na estrutura
Residencial Vila Velha, em Jabaeté, teve prédio interditado pelas autoridades. Condomínio do Minha Casa Minha Vida apresenta outras falhas na estrutura Crédito: Ricardo Medeiros
A equipe do Conselho Regional de Engenharia (Crea) constatou diversas 'anomalias' no bloco 13, do Residencial Vila Velha, em Jabaeté, que precisou ser evacuado e depois interditado após famílias ouvirem estrondos e perceberem rachaduras na estrutura.
"Já constatamos algumas anomalias sérias, inclusive com problemas de recalque, fissuras. Identificamos ainda um desnível no primeiro andar do prédio", explicou o presidente da organização Jorge Silva. Ele ainda afirmou que a situação do edifício do condomínio Minha Casa Minha Vida é grave.
"Está constatado o problema e ele é serio. Há necessidade de, o mais rápido possível, a gente verificar qual é o defeito global. Estamos detalhando as falhas para que possamos dar garantia às pessoas de voltarem, ou se há necessidade de fazerem reestruturação primeiro antes de liberamos o prédio"
Jorge Silva - Presidente do Crea-ES
Os moradores de 16 apartamentos do bloco 13 do condomínio Residencial Vila Velha, em Jabaeté, não poderão retornar para casa por pelo menos 72 horas. O prédio foi interditado preventivamente, na noite de quinta-feira (11), após estalos na estrutura. No condomínio ao todo são 496 apartamentos, e cerca de 3 mil moradores. 
Na manhã desta sexta-feira (12), uma equipe do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Espírito Santo (Crea-ES), esteve no local avaliando as condições da estrutura.
Segundo o presidente do Crea-ES, Jorge Silva, uma equipe técnica permanecerá no local durante este período de interdição, a fim de acompanhar a evolução dos problemas e verificar se há necessidade de uma reestruturação do edifício antes do retorno dos moradores.
"Temos que acompanhar tecnicamente, no mínimo, por 72 horas, para ver a evolução dos problemas. E nós orientamos a Defesa Civil que, nesse prazo, não deixe as pessoas retornarem, pois, existe risco de problemas maiores", explica. O risco de desabamento, segundo ele, só poderá ser confirmado ou descartado após esse prazo de avaliação.
"Vamos estar presentes diretamente, acompanhando toda a movimentação de paredes, a movimentação de pisos, dilatações, especificações de materiais. Tudo isso vai ser feito pela nossa equipe técnica"
Jorge Silva - Presidente do Crea-ES
Silva destaca que a estrutura passou pelas mãos de várias empresas, o que dificulta achar quem são os responsáveis pelas falhas de obra do condomínio. 
"Ele era um projeto de uma empresa baiana. Depois tivemos uma empresa do Estado que acabou abandonando a obra. Na sequencia mais uma construtora assumiu o projeto e depois a obra foi para outra empresa. Essa é uma questão que estamos apurando"
Jorge Silva - presidente do Crea-ES
As empresas responsáveis pela construção - que foram três ao longo dos anos - já foram identificadas. Contudo, segundo a Caixa, todas elas já faliram. As obras foram entregues em 2016, sendo que o contrato de construção foi assinado em 2010.
O presidente do Crea-ES destaca ainda que todas as responsabilidades serão averiguadas, a fim de garantir assistência aos moradores, penalizados pelos problemas.
"Tudo será averiguado, tanto os níveis de responsabilidade dos técnicos, das empresas e da Caixa por ter feito ou não a perfeita fiscalização com relação à entrega da obra. Mas um dos grandes problemas que temos no Espírito Santo é que não existe uma lei que obrigue laudo de entrega e recebimento dos imóveis. Precisamos que isso aconteça o mais rápido possível para defesa da sociedade."

O QUE DIZ A PREFEITURA

A Prefeitura de Vila Velha informou que a Defesa Civil Municipal, em reunião com representantes da Defesa Civil Estadual, Bombeiros, Caixa e Crea, decidiu manter a orientação de interdição do prédio por mais 72 horas, até que seja dado novo parecer de engenharia da edificação.

O QUE DIZ A CAIXA

A Caixa informou que encaminhou uma equipe técnica ao local e que, até os moradores poderem retornar às suas residências, eles serão colocados em hotéis. "A Caixa, na condição de representante do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR), prestará a assistência necessária aos moradores do bloco interditado até que a segurança das unidades seja atestada."
O banco público ainda destacou que, conforme regras previstas no Minha Casa Minha Vida, o FAR se responsabilizará pelos reparos necessários e fará a contratação emergencial de uma empresa para execução das obras, o que ocorrerá nos próximos dias, após a conclusão do diagnóstico e monitoramento que serão efetuados no prédio.
A Caixa ainda frisou que as três empresas que atuaram nas obras (Construtora R Carvalho Construções e Empreendimentos Ltda, Decottignes Construção e Incorporação Ltda e Solare Construtora Incorporadora Ltda), bem como seus sócios, estão impedidas de operar com a Caixa em novos projetos.

Atualização

12/02/2021 - 6:54
A reportagem foi atualizada com os posicionamentos da Caixa Econômica Federal e da Prefeitura de Vila Velha.

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Fernando Tatagiba
Parte 2: para o aniversário de morte de Fernando Tatagiba
Presídio
Quanto custa manter cada preso do sistema carcerário do ES
Imagem de destaque
Livro conta a história dos bairros de Vila Velha desde o século XVI

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados