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Desenvolvimento

De olho em transição energética, Suzano mantém plano de ter fábrica de bio-óleo no ES

Presidente da empresa, Walter Schalka, falou de planos para o Estado durante participação no Vitória Summit; painel debateu infraestrutura e logística

Publicado em 24 de Novembro de 2021 às 13:22

Aline Nunes

Publicado em 

24 nov 2021 às 13:22
Vitória Summit – Encontro de Líderes 2021, promovido pela Rede Gazeta
Walter Schalka, presidente da Suzano, participou de debate com o diretor do IJSN, Pablo Lira, e o presidente do Conselho de Infraestrutura da Findes,  Gustavo Barbosa Crédito: Vitor Jubini

Correção

24/11/2021 - 3:10
Na versão anterior, o título dessa matéria dizia que  "De olho em transição energética, Suzano confirma fábrica de bio-óleo no ES", mas a informação está incompleta. Na verdade, a empresa confirma o interesse de produzir bio-óleo no Espírito Santo. A informação foi corrigida.
No debate sobre a infraestrutura e a logística do Espírito Santo, durante o Vitória Summit - Encontro de Líderes 2021, promovido pela Rede Gazeta nesta quarta-feira (24), o bom posicionamento do Estado na conjuntura nacional foi destaque na apresentação, além de se evidenciar projetos e investimentos necessários para o incremento do setor. A Suzano, presente no painel, anunciou a perspectiva de investir em bio-óleo e o aumento da base florestal. 
Na avaliação do presidente da companhia, Walter Schalka, o desenvolvimento do Espírito Santo, que tem potencial significativo para os próximos anos, tem a ver com integração de cadeias e a parte logística sendo bastante competitiva.
"O Espírito Santo tem uma posição extremamente privilegiada e deverá ser cada vez mais exportador de produtos através dos portos que temos hoje. A Suzano continuará investindo no Espírito Santo, aumentando a base florestal com objetivo de continuar a expandir a operação de Aracruz no futuro, além da produção de celulose", afirmou.
Uma das vertentes, continuou Shalka, é a de bionegócios, transformando a vida a partir da árvore. "Um potencial de investimento que poderemos ter no Espírito Santo é a produção de bio-óleo. Temos uma meta ousada de substituir 10 milhões de  toneladas de plásticos e derivados de combustíveis fósseis para produtos através da árvore e uma delas é com o bio-óleo. Naturalmente o Espírito Santo está mais bem preparado para essa transição."
Neste painel, Pablo Lira, diretor de Integração do Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN), evidenciou a organização do Estado, que o coloca numa posição de destaque. Segundo ele, o Espírito Santo está há mais de 10 anos obtendo resultados importantes, com base em um trabalho sólido do governo alinhado ao setor produtivo. 
"O Espírito Santo é um Estado luz para o Brasil, que tende a crescer mais que a média nacional nos próximos anos e a dar um salto ainda maior no final da década de 2020", avaliou Pablo Lira.
Também participando da discussão, Gustavo Barbosa, presidente do Conselho de Infraestrutura e Energia da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), observou que, antigamente,  o Espírito Santo era o "patinho feio" entre os Estados. Agora, como o Espírito Santo é o "patinho bonito", com nota A há 10 anos seguidos na gestão fiscal, o Estado é visto com outros olhos. 

CAPITAL MAIOR

Para Walter Schalka, o Espírito Santo vai atrair capital maior que o Brasil, mas precisa continuar demonstrando o dinamismo das últimas décadas, além de reforçar sua atenção para questões ambientais e sociais. O presidente da Suzano pontuou a participação da empresa nesses aspectos, frisando o fato de que é "carbono negativo" - elimina mais poluentes do que emite - com o propósito de sequestrar 40 milhões de toneladas de carbono até 2025. 
Schalka ainda apresentou o compromisso social da Suzano de retirar 200 mil pessoas da pobreza, até 2030, criando renda sustentável nas comunidades onde a empresa atua. 
"Temos uma responsabilidade geracional inexorável. Primeiro, a mudança climática tem a ver com transição energética, e o Espírito Santo não tem matriz tão limpa e tem que investir bastante nisso. É um potencial de negócio para os próximos anos", ressaltou. 
O presidente da Suzano falou ainda sobre metas estabelecidas pelas empresas para maior participação feminina e de negros em cargos de liderança, estimulando a diversidade e a inclusão.  
"Essa é uma agenda não competitiva,  e sim colaborativa que temos que fazer, tanto na área ambiental quanto social. Não estamos competindo, mas trabalhando juntos na construção de uma agenda ambiental e socialmente melhor", 
Sobre o país, o presidente da Suzano frisou que o Brasil precisa escolher qual visão quer para o futuro. "A gente não pode ser produtor só de bens básicos para a economia global. A gente precisa integrar as cadeias."

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