A petroleira norueguesa Equinor, que já possui blocos de exploração de petróleo no Espírito Santo, pretende usar o mar capixaba também para gerar energia limpa, a partir de ventos, no litoral Sul do Estado.
Em parceria com a Petrobras, a empresa está licenciando um parque eólico offshore (no mar) no Estado e outro no norte do Rio de Janeiro, um projeto a ser desenvolvido em duas fases, denominado Aracatu.
“No total, o projeto poderá ter uma capacidade total de 4 GW. Aracatu I, no litoral do Estado do Rio de Janeiro, levaria a energia por cabos até uma subestação no município de Campos do Goytacazes, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Aracatu II, forneceria energia para Itapemirim, no Espírito Santo”, informou a Equinor, por meio de nota.
O projeto já havia sido noticiado por A Gazeta em 2020, mas, até então, a parceria com a Petrobras não era citada. A previsão é de que cada parque tenha uma subestação de conversão em alto mar, de onde será feito o escoamento de energia para a costa. Em terra, outras subestações farão a conexão com a rede interligada de transmissão de energia elétrica.
A gigante norueguesa destacou que “vê grande potencial para a energia eólica offshore no Brasil, um mercado no qual a Equinor tem uma longa história e uma forte perspectiva de crescimento.”
Além de Aracatu, na costa dos estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo, a Equinor avalia a viabilidade ambiental para o desenvolvimento de outros projetos eólicos offshore nas Regiões Nordeste, Sudeste e Sul do Brasil.
Segundo a Petrobras, o estudo, que está alinhado ao seu Plano Estratégico para os anos de 2022 a 2026, conta com o suporte do programa de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) do Centro de Pesquisas e Inovação da companhia (Cenpes), com foco em reduzir riscos e acelerar ganhos de maturidade tecnológica.
"O potencial brasileiro para geração de energia eólica offshore traz oportunidades promissoras para ampliação e para diversificação da matriz energética do país. Para a Petrobras é uma alternativa de potencial diversificação rentável do seu portfolio", disse o , Rafael Chaves.
"A avaliação sobre a inclusão, ou não, dessa operação no portfolio de investimentos está em estágio inicial e sendo conduzida por equipe técnica multidisciplinar. Caso a avaliação técnica seja favorável, a matéria ainda precisará ser apreciada no âmbito do novo plano estratégico, a ser submetido à diretoria e ao conselho de administração"
O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) foi questionado acerca do andamento do processo de licenciamento ambiental, mas até a conclusão desta reportagem, o órgão ainda apurava as informações. O texto será atualizado quando houver retorno.
Gigante norueguesa e Petrobrás querem produzir energia no alto-mar do ES