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Economia capixaba

Mesmo com alta da indústria, PIB do ES fica estável no início de 2026

Setor industrial apresentou alta de 1,4% no primeiro trimestre do ano; mas índices negativos na agropecuária e nos serviços fizeram o período terminar sem variação em relação ao trimestre anterior

Publicado em 03 de Junho de 2026 às 16:10

Leticia Orlandi

Publicado em 

03 jun 2026 às 16:10
Pelotização de minério de ferro pela Vale registrou alta de 35,1%. Divulgação

A economia do Espírito Santo apresentou estabilidade no primeiro trimestre de 2026, sem variação em relação ao trimestre imediatamente anterior, considerando os ajustes sazonais. 


Na comparação com o trimestre imediatamente anterior, outubro a dezembro de 2025, com ajuste sazonal, o Estado apresentou alta de 1,4% da indústria. Em contrapartida, a agropecuária recuou 3,3% e o setor de serviços caiu 1%, índices que anularam a variação agregada. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (3) pelo Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN).


Já na comparação com o mesmo período de 2025, o Produto Interno Bruto (PIB) do Espírito Santo registrou crescimento de 5%. Nesse acumulado, o crescimento foi influenciado pelas expansões de 11,8% da indústria e 2,5% dos serviços.


O PIB nominal do Espírito Santo foi estimado em R$ 61,3 bilhões no primeiro trimestre de 2026. No acumulado dos últimos quatro trimestres, o valor totalizou R$ 253,1 bilhões. Segundo o IJSN, a trajetória nominal anual segue ascendente, refletindo tanto o crescimento real quanto o efeito dos preços ao longo do período.


Já o resultado do Brasil no primeiro trimestre de 2026 foi de 1,1%, comparado ao trimestre imediatamente anterior. No acumulado do ano, em que o Espírito Santo cresceu 5%, o Brasil teve acúmulo de 1,8% no PIB.

Segundo estudo do IJSN, no setor industrial, a expansão foi impulsionada principalmente pelo desempenho da Indústria extrativa, que registrou crescimento de 36,2%, reflexo do expressivo aumento na extração de petróleo (35,7%), gás natural (123,2%) e na pelotização de minério de ferro pela Vale (35,1%) e pela Samarco (18%). 


Paralelamente, a indústria de transformação recuou 2,4%, em função das quedas na fabricação de produtos de alimentícios (10,6%) e de celulose, papel e produtos de papel (8,7%).


Na agropecuária, a queda foi influenciada sobretudo pela previsão de redução na produção de quatro dos dez principais produtos da atividade e estabilidade em outros três. 


Ainda segundo o estudo, as performances do Espírito Santo e do Brasil no primeiro trimestre de 2026 afetaram a variação média acumulada em quatro trimestres. No caso capixaba, a expansão de 4,8% determinou o quarto aumento consecutivo no ritmo de crescimento, enquanto no país o avanço de 2% representou desaceleração frente aos quatro resultados imediatamente anteriores.

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