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Preço do quilo de café chega a custar R$ 50 em supermercados no ES

Exportação do produto bateu recorde no Espírito Santo, mas, na ponta final, o valor para o consumidor está cada vez mais alto; e deve continuar subindo, dizem especialistas

Publicado em 09 de Fevereiro de 2025 às 12:54

Redação de A Gazeta

Publicado em 

09 fev 2025 às 12:54
A exportação de café do Espírito Santo bateu recorde em 2024, movimentando mais de 8 milhões de sacas e gerando uma receita de quase R$ 10 bilhões para a economia capixaba — maior volume da história capixaba. A valorização do produto no mercado internacional e as dificuldades enfrentadas por concorrentes diretos (outros países produtores) impulsionaram a demanda pelo café produzido no Estado. Mas enquanto o produto capixaba se beneficia lá fora, no mercado interno o café também bate recordes nos preços para os consumidores. Nos supermercados, o quilo chega a valer R$ 50. Nos próximos dois meses, o valor pode subir mais 25%, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic).
Segundo Sandro Rodrigues, secretário-executivo do Centro do Comércio de Café, com a escassez do produto em algumas regiões do mundo e os altos custos logísticos enfrentados por outros países produtores, o grão capixaba tornou-se altamente competitivo no mercado internacional. "Outros concorrentes do Espírito Santo na produção de cafés, como Vietnã e Indonésia, tiveram restrições de oferta devido a condições climáticas adversas. A geopolítica mundial afetou a logística. Portanto, essas origens produtoras que forneciam maciçamente para Europa tiveram um custo logístico muito alto para transportar seus cafés. Antes, eles eram transportados pelo Mar Vermelho e, agora, precisam contornar o Atlântico para chegar à Europa, de modo que o nosso café ficou muito competitivo em termos de preços", explicou ao repórter Paulo Ricardo Sobral, da TV Gazeta.

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No ano passado, o produto passou por uma curva de valorização. O preço da saca de café conilon chegou a R$ 1.160, enquanto a do café arábica foi comercializada a R$ 1.450, e a do café solúvel, R$ 1.200. Essa alta no preço beneficiou a economia do interior capixaba, onde 70% das propriedades rurais estão ligadas à cafeicultura. 
Outro fator que foi fundamental para o recorde das exportações é a capacidade de escoamento da produção. Em 2024, o Espírito Santo também registrou o maior volume, cerca de 450 mil toneladas do produto foram escoadas pelos portos de Vitória e Capuaba, com destino a países como Bélgica, Itália, Espanha, Estados Unidos e México, os maiores compradores.

Caro para o consumidor

Além de mais caro no mercado externo, o café pesa cada vez (ainda) mais no bolso do consumidor brasileiro. O produto já é o mais caro da cesta básica, com alta de 37,4% em 2024 sobre o ano anterior, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic). E a tendência é de alta.
Segundo Pavel Cardoso, presidente da Abic, o preço deve subir mais porque a indústria ainda não repassou ao consumidor toda o custo da compra de café, A expectativa da associação é de que no segundo semestre o preço possa melhorar. Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), apenas em janeiro, um pacote de 600 gramas do produto subiu 11,66%.
(Com informações do g1 ES)

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