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Litoral Sul do ES

Ventos em alto-mar: gigante norueguesa avança em projeto de energia no ES

Equinor solicitou termo de referência, parte dos procedimentos para obtenção do licenciamento ambiental para instalar parque eólico em município capixaba

Publicado em 10 de Novembro de 2021 às 08:07

Caroline Freitas

Publicado em 

10 nov 2021 às 08:07
Com planos de ampliar suas atividades no Espírito Santo, a petroleira norueguesa Equinor (antiga Statoil), que já tem blocos de exploração de petróleo no Estado, deu mais um passo para produzir energia limpa, a partir de ventos, na região de Itapemirim, no Litoral Sul capixaba.
Em agosto de 2020, a empresa deu entrada no pedido de licenciamento de um parque eólico offshore (no mar) no Estado e outro no Norte do Rio de Janeiro, com capacidade de 2 gigawatts (GW) cada, totalizando 4 GW, conforme noticiou A Gazeta.
Neste mês de novembro, a Equinor deu sequência ao plano, ao solicitar ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) o termo de referência (TR), que é o documento que estabelece as diretrizes que irão nortear o desenvolvimento do estudo de impacto ambiental do projeto. 
As informações foram passadas pela analista ambiental do Ibama-ES, Renata Pires Nogueira Lima, no evento Oil, Gas And Energy Week, organizado pela Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), na última terça-feira (9).
"Aqui no Espírito Santo nós temos dois processos de licenciamento. Um deles é o da Equinor, que foi aberto primeiro, em agosto de 2020, teve análise de competência feita em novembro de 2021 e a solicitação de TR também em novembro", explicou Renata.
E acrescentou: "Essa fase de solicitação de TR é a que o Ibama disponibiliza o documento padrão e o empreendedor tem que apresentar suas contribuições."
Além do Ibama, a própria Equinor apresentou os modelos de energia eólica no evento. Nesta quarta participam integrantes de grandes empresas, como Petrobras, ArcelorMittal Tubarão e da ES Gás.
Parque Eólico Offshore Dudgeon, no Reino Unido, da Equinor
Parque Eólico Offshore Dudgeon, no Reino Unido, da Equinor Crédito: Jan Arn/Wold Woldc/Equinor/Divulgação
A solicitação feita pela gigante norueguesa é uma das etapas necessárias para obtenção da licença-prévia, a primeira de três fases para que as operações possam ser iniciadas.
Trata-se do maior projeto de energia eólica já apresentado a órgãos ambientais no país e também a primeira iniciativa dessa fonte energética da empresa no Brasil, sendo que a empresa tem operações similares na Europa desde 2017.
Os parques foram batizados de Aracatu I, que ficará na costa do Rio de Janeiro, com a energia levada por cabos para Campos do Goytacazes; e Aracatu II, que levará energia para Itapemirim.
As estruturas serão instaladas a cerca de 20 quilômetros da costa, em profundidades entre 15 e 35 metros. Serão ao todo 320 turbinas (aerogeradores), 160 por parque eólico, cada um com capacidade nominal de 12 MW.
Cada parque eólico terá uma subestação de conversão em alto-mar, de onde será feito o escoamento para a costa. Em terra, outras subestações farão a conexão com a rede interligada de transmissão de energia elétrica.
Para se ter ideia do tamanho do empreendimento, a energia gerada pelas turbinas nos dois parques seria suficiente para abastecer todas as residências do Espírito Santo e ainda sobra.
Também no Sul, uma empresa do Rio de Janeiro deu início ao processo de licenciamento para implantação de um empreendimento eólico no mar. A proposta é da companhia Votu Winds.
O projeto é composto por três parques eólicos distantes de 20 km a 45 km da costa Sul do Estado, abrangendo Itapemirim, Marataízes e Presidente Kennedy. Cada uma das unidades contará com 48 turbinas (aerogeradores), que serão conectadas por cabos de transmissão a uma subestação offshore própria.
A empresa, que deu entrada no pedido de licenciamento em dezembro de 2020, também solicitou, em julho, o termo de referência para a continuidade dos procedimentos.

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