Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

  • Início
  • Capixaba
  • GV
  • Justiça nega pedido da Vale para anular multa por poluição em Vitória
Infração de 2016

Justiça nega pedido da Vale para anular multa por poluição em Vitória

Multa foi aplicada em 2016; quando o porto da mineradora foi interditado por cinco dias pela Polícia Federal

Publicado em 08 de Fevereiro de 2019 às 20:59

Natalia Bourguignon

Publicado em 

08 fev 2019 às 20:59
Vista panorâmica das Instalações da /Vale Complexo de Tubarão Crédito: Carlos Alberto Silva
Um pedido da Companhia Vale S/A para se livrar de multa de R$ 34 milhões e ter seu nome retirado da dívida ativa do Município de Vitória foi negado pela Justiça Estadual. Essa multa é referente à interdição de 2016, quando o porto da mineradora foi interditado por cinco dias pela Polícia Federal, por decisão da Justiça Federal. Nesta quinta-feira (7), a mineradora foi alvo de outra interdição, também por poluir o mar e o ar da Capital. 
A multa havia sido aplicada pela Prefeitura de Vitória. A empresa recorreu em todas as instâncias administrativas, mas não obteve sucesso. Em dezembro do ano passado, a multa foi confirmada pelo Conselho Municipal de Meio Ambiente (Condema). Foi dado à mineradora um prazo para quitar a dívida, o que não aconteceu. Em decorrência disso, em janeiro deste ano, a prefeitura inseriu a empresa no cadastro da dívida ativa do município.  
A decisão desta sexta-feira (8) é da juíza da 2ª Vara da Fazenda Pública Estadual, Municipal, Registros Públicos, Meio Ambiente e Saúde de Vitória, Heloisa Cariello. Ela negou um pedido da empresa para suspender a obrigatoriedade de pagamento da multa e os efeitos dos autos de infração lavrados pelo Município de Vitória no ano de 2016.
Além disso, a empresa pediu a retirada de sua inscrição em dívida ativa, expedição de certidão positiva de débitos com efeitos negativos em seu favor e, ainda, que o Município se abstenha de realizar o protesto do crédito ou a sua suspensão.
Um vídeo da Polícia Federal registrado à época foi decisivo para interditar as operações no Porto de Tubarão. Gravação mostra verdadeira 'chuva de minério'. Reveja as imagens:
ARGUMENTOS
Entre os argumentos utilizados no pedido da Vale está o de que a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semmam) não seria órgão competente para lavrar autos de infração. Além disso, a Vale afirmou que nenhum ato seu teria sido atribuído como causa do suposto dano ambiental E que se faz necessária a produção de laudo técnico para dimensionar os supostos danos ambientais. Ainda de acordo com o processo, a mineradora argumentou que foi autuada por "incômodo de vizinhança" e, ainda, “que o mero incômodo não é capaz de causar danos à saúde pública”.
Ao analisar o pedido, a Juíza Heloísa Cariello destacou que, pelo menos nessa fase processual, o argumento de que a Semmam não tem competência para autuar a empresa é frágil, pois a proteção do meio ambiente e o combate à poluição são, também, dos municípios.
Com relação ao pedido da empresa de suspender a multa a partir do oferecimento de seguro-garantia, a juíza destaca que as regras do Código Tributário nacional não são válidos nos casos de multa por infração ambiental.
Segundo a magistrada, mesmo que se cogitasse a possibilidade de utilização do seguro-garantia, como este vence em 11 de janeiro de 2024, isso não daria segurança ao credor, já que a duração do processo pode ultrapassar o prazo previsto, o que deixaria a dívida sem garantia.
 

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Sede do STF
Os ministros do STF e os abusos de poder
Dino Fonseca e Patrick Ribeiro
Dino Fonseca canta clássico do rock e dos ano 80 em Vitória; veja fotos
Pesquisa realizada pela Associação de Supermercados do Estado do Rio de Janeiro (Asserj) mostra que beneficiários do Auxílio Brasil pretende voltar a comprar carne e leite
Fim da escala 6x1 pode ser realidade no futuro

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados