Manifestantes realizaram nesta quinta-feira (30) um ato contra os cortes de verbas na educação e contra à reforma da Previdência. A concentração teve início às 16h na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e também em frente ao Ifes da Avenida Vitória. Os manifestantes seguiram simultaneamente em direção à Secretaria de Estado da Educação (Sedu), onde o ato foi finalizado às 20h30.
Protesto contra cortes na educação e reforma da Previdência é realizado em Vitória
A Polícia Militar e a Guarda Municipal de Vitória acompanharam o protesto que transcorreu sem nenhuma ocorrência. Segundo a Secretaria de Estado de Segurança (Sesp), 4,5 mil pessoas participaram do protesto. Já a organização estimou o público em sete mil pessoas, sendo cinco mil da Ufes e dois mil do Ifes.
O grupo passou pelas Avenidas Fernando Ferrari, Reta da Penha, Rio Branco, Leitão da Silva e Cézar Hilal.
A tecnóloga mecânica Lúcia Freire fez questão de ir ao protesto acompanhada dos dois filhos. Ex-estudante do Ifes e também da Ufes, ela se diz preocupada com o contingenciamento na educação. “Eu vejo com muita tristeza. Se eu passei por lá e cheguei onde cheguei, gostaria que essas gerações também chegassem. Por isso estou aqui dando meu testemunho”, afirmou.
O aposentado e cientista social Faustino Carneiro, 71 anos, diz que é ex-estudante da Ufes e nunca presenciou badernas na universidade como ele ouviu algumas pessoas comentando. “Tem festas legais aqui e eu participei. Estou com 71 anos, quando me formei estava com 60 anos e sempre participei com a galera, nunca vi balbúrdia, só festa com bebidas normais, cervejinha”, contou.
Mestre em edificações da Ufes, Adevair Vitório da Silva, também protestou contra as mudanças na educação. "A universidade tem de ser pública e gratuita. Temos os melhores técnicos e professores. É um absurdo querer acabar com os cursos de Sociologia e Filosofia", disse.
O protesto foi convocado pelas redes sociais. Alunos, professores, pais de alunos e representantes de entidades estudantis e centrais sindicais participam do protesto.