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Em Vitória

Moradores de rua ocupam mansão de R$5 milhões na Praia do Canto

O local atualmente está abandonado, mas já foi a sede da construtora Blokos Engenharia, que chegou a ser uma das maiores construtoras no Estado no final da década de 2000

Publicado em 18 de Julho de 2019 às 22:57

Raquel Lopes

Publicado em 

18 jul 2019 às 22:57
Moradores de rua ocupam mansão de R$5 milhões na Praia do Canto Crédito: Fernando Madeira
 Uma mansão avaliada em R$ 5 milhões está sendo ocupada por pessoas em situação de rua na Avenida Saturnino de Brito, na Praia do Canto, em Vitória. O local atualmente está abandonado, mas já foi a sede da construtora Blokos Engenharia, que chegou a ser uma das maiores construtoras no Estado no final da década de 2000.
A reportagem foi ao local. Atualmente, o imóvel está sendo ocupado por quatro pessoas. Um homem, que preferiu não se identificar, levou a esposa e o filho com ele, mas disse que não pretende ficar por muito tempo. A família está acompanhada de um amigo, no qual convidou para dividir o espaço.
Moradores de rua ocupam mansão de 5 milhões na Praia do Canto
No imóvel, havia muito lixo e paredes riscadas. O cheiro forte de urina chamou a atenção. Ao subir as escadas foi possível ver o quarto que o casal e o filho dormem. Havia uma vassoura, uma cama, cobertores, cômoda e um espelho.
“O que precisamos é de apoio, apoio de tudo. Aqui nós temos um ao outro e, principalmente carinho e respeito. Não tenho pretensão de ficar aqui. Um dia estava passando na rua com minha menina (esposa), vi um monte de gente usando droga e fui reclamar. Falei que no outro dia iria entrar e entrei”, relatou.

Reclamação

Apesar das pessoas que ocupam o imóvel dizer que cuidam do espaço, a ocupação está trazendo problemas para quem mora ao redor e as reclamações são constantes. Isso é o que afirma o diretor da associação de moradores da Praia do Canto, César Saade.
“A associação recebe muita demanda dali desde o início do ano, eles arrombaram a casa, fizeram fogueira, tem o uso de drogas. A associação já acionou a Polícia Militar e a prefeitura que possam tomar providências. A polícia, inclusive, já retirou pessoas lá de dentro que estavam cometendo alguma ilegalidade”, diz.
Selo do Curso de Residência em Jornalismo Rede Gazeta Crédito: Divulgação
A Prefeitura de Vitória informou, por meio de nota, que o local foi alvo de fiscalização no último dia 28 de junho. Na ocasião foi feita a limpeza, a retirada de entulhos, além da aplicação de larvicida para exterminar focos de mosquito.
“O proprietário do imóvel já foi notificado e multado. O Centro de Vigilância em Saúde Ambiental (CVSA) esteve novamente no local no último dia 4 de julho e não foi encontrado nenhum foco de dengue. E as equipes de abordagem continuam monitorando os moradores em situação de rua que permanecem por lá diariamente, no árduo trabalho de convencimento para que aceitem os serviços ofertados pelo município", disse.
A Polícia Militar informou, por meio de nota, que realiza policiamento ostensivo em toda a região diariamente, mas reforça deter pessoas em situação de flagrante delito.“A questão referente a moradores de rua e usuários de drogas é um problema de saúde pública e social, por isso acompanha ações desenvolvidas pela prefeitura, responsável de planejar políticas públicas para esse público”.
A reportagem tentou falar com representantes da Blokos Engenharia, mas não obteve retorno.

Casa quase foi leiloada

A mansão que funcionava a sede da Blokos Engenharia quase chegou a ser leiloada em 2017. Ele, entretanto, foi cancelado um dia antes da data do certame. A família do antigo proprietário pagou a dívida de R$ 2.123, que levou o imóvel a ser quase vendido.
A casa pertenceu a Pedro Alcântara, antigo dono da construtora, que faleceu em 2016, aos 68 anos. O bem estava avaliado em R$ 5 milhões e o lance mínimo para potenciais compradores era de R$ 2,5 milhões.
A dívida considerada foi de R$ 2.123,95, contraída junto à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Como o valor era relativamente baixo, havia a tendência de que a família do empresário quitasse o débito. No entanto, como os representantes da Blokos demoraram para procurar a Justiça, o imóvel começou a atrair a especulação de investidores.
A empresa até então respondia por uma série de dívidas em processos de natureza trabalhista e fiscal. Em sentença da 4ª Vara Federal Cível foi determinado a indisponibilidade de R$ 1,654 milhão em bens da Blokos Engenharia.
A residência possui dois andares, com cinco quartos (sendo dois deles destinados a empregados), duas varandas, duas salas, hall principal, sala íntima, atelier, lavanderia, um lavabo, três banheiros, um vestiário, cozinha, área de serviço, garagem, jardim e piscina. A área total do imóvel é de 1.118,85 metros quadrados.
* Esta reportagem contou com a colaboração da residente Shirlane Arruda

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