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MINA DE GONGO SOCO

Secretaria afirma que Rio Doce pode ser atingido se talude romper

O talude norte da cava da mina, localizada em Barão de Cocais, pode se romper a qualquer momento até o próximo sábado (25)

Publicado em 21 de Maio de 2019 às 22:00

Publicado em 

21 mai 2019 às 22:00
Barragem aérea da Minas Gongo Soco, em Barão de Cocais Crédito: Google Maps
O Rio Doce pode ser atingido pelos rejeitos de minério da Mina de Gongo Soco, em Barão de Cocais, na Região Central de Minas Gerais, em caso de rompimento do reservatório. A informação foi confirmada pela Secretaria de Meio Ambiente de Minas Gerais. Para se ter ideia, a cidade onde a mina está localizada faz parte da Bacia do Rio Doce, mas afastada da calha principal do rio. 
De acordo com a Secretaria de Meio Ambiente de Minas, em caso de rompimento, os mananciais diretamente afetados serão o Córrego Barão de Cocais/São João, que deságua no Córrego Morro do Queimado, até chegar no Rio Santa Bárbara. Após isso, pode atingir o Rio Piracicaba e o Rio Doce, que está há 195,2 km do local da barragem.
Secretaria afirma que Rio Doce pode ser atingido se talude romper
De acordo com a Vale, o talude norte da cava da mina pode se romper a qualquer momento até o próximo sábado (25).
Embora o Rio Doce esteja na rota da lama, o diretor administrativo-financeiro do Serviço Colatinense de Meio Ambiente e Saneamento Ambiental (Sanear), Geraldo Avancini, ressalta que desta vez o impacto não seria tão grave quanto o de 2015, época do rompimento da barragem de Mariana.
“Caso haja o rompimento, a quantidade de rejeitos que deve chegar ao Rio Doce será bem menor se comparada com a tragédia em Mariana”, declarou.
TRAJETO 
Segundo Avancini, vários fatores podem influenciar a quantidade de rejeitos que pode chegar ao Espírito Santo, como a distância, a chuva e as duas hidrelétricas que estão no caminho até o Rio Doce.
O diretor do Sanear destacou também que mesmo que os rejeitos cheguem ao Espírito Santo, não será necessário suspender o abastecimento de água do município, já que estudos apontam que será possível tratar a água para fornecer a população. 
Avancini também explicou que após o rompimento da mina em Barão de Cocais, os rejeitos devem demorar, no mínimo, 15 dias para chegar no Rio Doce em Colatina.
A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Seama) está monitorando as ações dos órgãos de controle no estado mineiro, porém, o governo diz que ainda é prematuro afirmar que o manancial capixaba será atingido.
De acordo com a Seama, vários fatores podem interferir ou interromper a chegada da lama ao Rio Doce em caso de rompimento da barragem. Por nota, a secretaria explicou que a distância do barramento até o Rio Doce é de aproximadamente 200 km, o que seria um obstáculo para a chegada da lama.
Disse também que o volume do rejeito deve ser considerado. Além disso, segunda a Seama, no trajeto possível dos rejeitos existem duas outras barragens de produção de energia elétrica que poderiam contribuir para o impedimento do possível fluxo até o Rio Doce.
A Vale informou que está comprometida com o desenvolvimento de ações de minimização dos impactos e contenção dos rejeitos.

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