Cinco meses após o assassinato da
diarista Luciana Siqueira Rodrigues, a família ainda convive com a dor da perda e a falta de respostas sobre o crime. Luciana foi morta a tiros dentro de casa no dia 25 de agosto do ano passado, no bairro Boa Vista, em
Cariacica. Segundo a
Polícia Civil, o caso ainda é investigado pela Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Mulher (DHPM), mas a corporação disse que não vai passar mais detalhes no momento.
"As equipes seguem trabalhando de forma comprometida para esclarecer os fatos e oferecer respostas aos familiares", disse a Polícia Civil, em nota.
Na época do crime, Luciana estava de folga e havia passado o dia em casa com as filhas, de 12 e 17 anos. Após o jantar, por volta das 19h, foi até a cozinha, onde acabou sendo baleada. Assustadas com os disparos, as adolescentes gritaram pela mãe.
"Ela terminou de jantar, foi na cozinha lavar o prato e, quando chegou, foi surpreendida. As filhas estavam na sala jantando também. Não viram, mas presenciaram a morte da mãe. Tentaram socorrer, reanimar a mãe no chão, mas não teve jeito", contou um familiar, na ocasião, sem se identificar.
De acordo com a Polícia Militar, os agentes encontraram o ex-marido da vítima abraçado ao corpo dela, tentando mantê-la viva. Familiares disseram à reportagem da TV Gazeta que os dois mantinham uma relação de amizade.
A porta da cozinha permaneceu trancada, o que, segundo vizinhos, sugere que o atirador não chegou a entrar na residência, onde Luciana morava havia mais de 15 anos. Ela foi uma das primeiras moradoras da região.
Uma das suspeitas da família é que o criminoso tenha chegado e fugido pela mata próxima à casa, que dá acesso a um lago e a outra rua.