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Operação Aveas Corpus

Caçadores matam mães de macacos para capturar filhotes no ES

Grupo coletava ilegalmente da natureza espécies de animais em extinção para comércio, segundo investigações da Polícia Federal

Publicado em 09 de Novembro de 2021 às 09:32

Vinícius Lodi

Publicado em 

09 nov 2021 às 09:32
Polícia Federal deflagra a Operação Aveas Corpus
Polícia Federal deflagra a Operação Aveas Corpus Crédito: Divulgação/Polícia Federal
Para capturar filhotes de macaco-prego, espécie ameaçada de extinção, caçadores abatiam as mães dos animais. A ação cruel acontecia por conta da agressividade dos adultos, segundo a Polícia Federal (PF), que deflagrou a Operação Aveas Corpus, na manhã desta terça-feira (9). Diversos animais foram ilegalmente capturados na natureza por um grupo para a comercialização em vários Estados do país, a partir do Rio de Janeiro.
Ao menos oito pessoas foram identificadas em Vila Valério, São Gabriel da Palha, Nova Venécia e Águia Branca, municípios do Noroeste do Espírito Santo, predando ninhos e capturando filhotes de aves de várias espécies, possivelmente da Reserva Biológica de Sooretama ou em seu entorno.
Entre elas o Papagaio chauá (também ameaçado de extinção), o Maracanã-verdadeiro e a Maritaca. Os papagaios chauás eram capturados nos ninhos no período de nascimento dos filhotes, entre setembro e janeiro. As aves coletadas eram vendidas a um intermediário no Espírito Santo, que repassava para um grande comerciante de animais silvestres, que contava com várias pessoas que o auxiliavam na guarda e no transporte desses animais.
Cada filhote de papagaio era vendido para o intermediário do Espírito Santo por cerca de R$ 100,00, que os revendia para o comerciante no Rio de Janeiro por R$ 150,00 e os animais eram comercializados por até R$ 3.000,00 ao comprador final. 
O grupo ainda fazia vendas de outros animais, como coleirinhos, corrupiões, corujas e até filhotes de jacaré.
De acordo com a PF, o grupo existe há pelo menos 15 anos. Em 2020, 55 filhotes de papagaios foram capturados. No passado os números eram bem superiores. Contudo, provoca um grande impacto na procriação, o que compromete a perpetuação de uma espécie já considerada em extinção. A estimativa é de que em 15 anos, 20 mil aves deixaram de nascer por conta das ações de caça.
A Operação Aveas Corpus investiga crimes contra a fauna, maus-tratos aos animais e associação criminosa. Pela prática de caça profissional, as penas podem ser triplicadas. O objetivo é cumprir 13 mandados de busca e apreensão expedidos pela 1ª. Vara Federal Criminal de Colatina/ES, nos municípios de Vila Valério (5), São Gabriel da Palha (2), Nova Venécia (1), Águia Branca (1) e Magé/RJ (4).
Segundo a PF, até o fim da manhã desta terça-feira (9), duas pessoas foram presas e outras duas assinaram termo circunstanciado. A corporação atua em conjunto com Ibama do Espírito Santo e do Rio de Janeiro e com o ICMBio.

Atualização

11/09/2021 - 12:46
Segundo a PF, até o fim da manhã desta terça-feira (9), duas pessoas foram presas e outras duas assinaram termo circunstanciado. O texto foi atualizado.

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