O delegado Gabriel Monteiro, chefe do Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic), explicou em coletiva de imprensa, nesta terça-feira (23), que os furtos aconteceram em diversos espaços das corporações espalhados pelo território capixaba. Até o momento, a Polícia Civil identificou 200 aparelhos levados pelos investigados.
O chefe da investigação explicou ainda que os equipamentos ficavam em espaços conhecidos como bastidores, embaixo das torres de transmissão. Por trabalharem diretamente com o monitoramento, eles conseguiam entrar com facilidade aos locais e com ferramentas que auxiliavam a tirar a bateria.
A corporação já prendeu quatro suspeitos. Um deles é Brendo do Nascimento Maduro, de 26 anos, preso em Jardim Campo Grande, em Cariacica, em 17 de setembro. Ele é identificado na investigação como chefe e responsável por recrutar integrantes.
Os outros três homens, de 25, 36 e 66 anos, foram levados em flagrante, em 2 de julho, sendo dois deles em Cariacica e um em Vitória. O trio foi liberado após os procedimentos. A corporação ainda apreendeu luvas, capacetes, feramentas e até uniforme de trabalho.
"Isso não ficará impune, pois é crime chamada de serviço. As pessoas são muito afetadas pelo problema. Também vamos investigar se há funcionários da empresa que dão informações privilegiadas para quadrilha e associação criminosa. Após o flagrante, nós iniciamos a operação e solicitamos cinco mandados de busca e apreensão, além de um mandando de prisão preventiva (contra Breno). A próxima fase é identificar receptores. É um crime que causa grande prejuízo a população”, frisou o chefe do Deic.
A descoberta dos furtos aconteceu após as próprias companhias registraram uma queixa na Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp). O registro então foi encaminhado a Polícia Civil, que identificou a situação. Com as prisões, agora a investigação segue para descobrir se os apetrechos eram enviados para fora do Estado e para quem eram vendidos.
"Temos que ressaltar que o legislador aumentou a pena de furto de bens, como fio de cobre e qualquer objeto que interrompa fornecimento para órgãos públicos. A pena agora é de 2 a 8 anos, antes era de 1 a 4 anos. Quem compra pode pegar de 1 a 4 anos, mas se for para fins de comércio, pode pegar o mesmo tempo de quem furta. O principal executor confessou seis crimes e tá colaborando com isso, sabemos que estamos no caminho certo e além dos receptadores", explicou o delegado.
A reportagem tenta localizar a defesa e o espaço segue aberto para um posicionamento.