Um protesto organizado por grupos de ciclismo e corrida de Cariacica marcou as primeiras horas da manhã deste domingo (4). Vestidos de branco e com cartazes que pediam por justiça e segurança, os ciclistas e corredores dedicaram o ato à diarista Iraci de Souza Teixeira, de 66 anos, assassinada em Vila Velha. O corpo da idosa, desaparecida desde 26 de abril, somente foi encontrado no último dia 1º.
Conforme apurou a reportagem da TV Gazeta, que acompanhou a manifestação, o grupo saiu do bairro Bela Vista, em Cariacica, com destino ao condomínio onde a diarista morava, no bairro Vale Encantado, em Vila Velha. O ato percorreu a Rodovia Leste-Oeste, local em que a vítima havia sido enterrada em uma cova rasa, feita em um terreno baldio da região.
Um dos principais motivos da manifestação é o pedido de mais segurança para quem usa a via para praticar caminhada, corrida e ciclismo, assim como a diarista Iraci de Souza Teixeira fazia rotineiramente.
Entenda o caso
Iraci de Souza havia desaparecido no dia 26 de abril, após sair de casa, em Vale Encantado, para uma caminhada. A diarista foi fazer a atividade física numa região conhecida como "Reta do Vale", perto da Escola Municipal Joffre Fraga, e não voltou mais. O corpo dela foi encontrado apenas na última quinta-feira (1º), já em estado avançado de decomposição, por um amigo da família que ajudava nas buscas.
As investigações apontaram que o corpo apresentava sinais de agressão. Segundo o investigador Walter Santana, havia afundamento bilateral no crânio, e as mãos e os pés estavam amarrados com uma camisa branca, com os braços para trás.
Uma chave foi encontrada junto ao corpo, mas o cartão de crédito que Iraci levava não foi localizado. Os trabalhos iniciais da perícia, realizados ainda no local onde o corpo foi encontrado, apontaram, segundo o investigador, que provavelmente as lesões foram provocadas por um instrumento contundente.
A Polícia Civil investiga a possível ligação de um homem preso por porte ilegal de arma com a morte da diarista. O suspeito foi detido pela Polícia Militar nas proximidades da casa onde a vítima morava.
Segundo o titular da Delegacia Especializada de Pessoas Desaparecidas (DEPD), delegado Luiz Gustavo Ximenes, a prisão ocorreu horas após o corpo de Iraci ter sido encontrado em um terreno no final da rua Monte Sinai, próximo à Rodovia Leste-Oeste.