Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

Crime em Marechal Floriano

Dono de funerária foi morto por pastor com ciúmes da namorada no ES

Investigações mostraram que o suspeito tinha ciúmes da namorada, que era ex-esposa do empresário e estava em processo de divórcio

Publicado em 23 de Setembro de 2022 às 12:04

Públicado em 

23 set 2022 às 12:04
Vinicius Zagoto

Colunista

Vinicius Zagoto

vzagoto@redegazeta.com.br

Leandro dos Santos Rosário, de 42 anos, suspeito do crime e Carlos Alberto Dias, de 55 anos, assassinado em Marechal Floriano Crédito: Reproduçãor redes sociais 
dono de funerária Carlos Alberto Dias, de 55 anos, foi assassinado em Marechal Floriano pelo namorado da ex-esposa, o pastor Leandro dos Santos Rosário, 42 anos, que também atua como motorista de aplicativo. As investigações da Polícia Civil mostraram que o suspeito tinha ciúmes e receio da companheira voltar para o empresário.
“O suspeito se envolveu em um relacionamento com a ex-esposa da vítima. Ele tem um perfil muito dominador, com muito ciúmes e, por algum motivo, acreditava que, mesmo a namorada não estando mais com Carlos, em processo de divórcio,  a situação poderia ameaçar o relacionamento deles”, afirmou o delegado de Marechal Floriano, Luciano Paulino.
A Gazeta apurou que Leandro dos Santos Rosário responde a um processo por estupro contra uma ex-namorada e a outro por tramar um assalto na casa do ex-sogro. Uma fonte ouvida pela reportagem relatou que Leandro chegou a comparecer no velório e enterro de Carlos. 

COMPARSA

Segundo a polícia, Leandro contou com o auxílio de outro motorista de aplicativo, de 27 anos. O rapaz é do Acre e veio tentar a vida no Espírito Santo. Sem família e amigos por aqui, esse segundo suspeito acabou virando amigo de Leandro em um grupo de motoristas de aplicativo nas redes sociais.
O delegado Luciano Paulino afirmou que Leandro pediu ajuda ao segundo suspeito, dizendo que poderia ajudá-lo na rotina de motorista de aplicativo. Ambos estão presos temporariamente e a entrada deles ainda não consta no sistema penitenciário.
"Pelas investigações ,essa pessoa, com ajuda de um amigo, de 27 anos, se dirigiu ao município, fez alguns levantamentos, descobriu que além de pastor ele era agente funerário e tinha rotina de fazer atendimentos noturnos. Tramaram uma situação, fizeram uma ligação, a vítima se arrumou e foi atendê-los. Chegando no local, os dois fizeram abordagem e executaram a vítima, a forma foi utilizando braçadeiras de nylon", disse o delegado. 

A TRAMA DO CRIME

Sabendo que Carlos Alberto Dias morava em Marechal Floriano, Leandro dos Santos Rosário se dirigiu ao município com o próprio veículo. De posse da informação de que o empresário era agente funerário, o comparsa fez uma ligação durante a madrugada e pediu ajuda com um suposto velório.
A dupla enviou a localização para Carlos, que se arrumou e se dirigiu até um local próximo ao trilho do trem no município. Na emboscada, os dois suspeitos começaram a golpear o empresário, prenderam as pernas, mãos e pescoço dele com braçadeiras de nylon. A perícia da Polícia Civil constatou que a morte ocorreu por asfixia.
"O de 42 anos utlilizou o próprio carro, não trocou a placa. As investigações se iniciaram assim. Observamos uma movimentação grande daquele carro tarde da noite em um momento em que não há muito movimento na cidade. Identificamos ele, representamos pela prisão temporária, que foi deferida e ontem iniciamos a operação por volta das 2h da manhã e prendemos ele saindo da residência. No decorrer do interrogatório, ele confessou. Nós já tínhamos uma ideia de quem seria o segundo suspeito, ele revelou e conseguimos localizar o segundo, por volta das 18h", afirmou o delegado.

POLÍCIA DESCARTA PARTICIPAÇÃO DA EX-ESPOSA

Segundo as investigações, a ex-esposa do dono da funerária não teria envolvimento e a inciativa do crime partiu do namorado dela. "A mulher, inclusive, relatava que não queria o relacionamento com o ex, dizia que o  ex era uma pedra no sapato. O suspeito achou que aquilo era um sinal para executar o Carlos. Ele era tão dominador que chegou a se mudar para São Pedro (Vitória), para ficar próximo da namorada", finalizou o delegado.

Vinicius Zagoto

Jornalista e reporter em A Gazeta

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
Como a Terra mudou em 58 anos: o que revelam as fotos icônicas das missões Apollo 8 e Artemis 2
Trégua no Irã: Trump volta a dizer que não pretende prorrogar cessar-fogo
Mercado livre de energia, ações, investimento, rede elétrica
Crise silenciosa no mercado de energia acende alerta no setor

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados