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Por policiais militares

Em 2 meses, ES tem dois casos de cachorros mortos a tiros por PMs na rua

Pitty, Pipoca e Churros foram vítimas de disparos de agentes da Segurança Pública, em Vitória e Guarapari; relembre

Publicado em 15 de Setembro de 2023 às 13:48

Júlia Afonso

Publicado em 

15 set 2023 às 13:48
Churros, Pitty e Pipoca: cães vítimas de tiros na Grande Vitória
Churros, Pitty e Pipoca: cães vítimas de tiros na Grande Vitória Crédito: Acervo familiar
O caso de Churros, o Golden Retriever morto a tiro por um subtenente da Polícia Militar de Minas Gerais aposentado na Praia do Morro, em Guarapari, no último sábado (9), repercutiu nacionalmente. Mas não foi o primeiro na Grande Vitória neste ano: pouco mais de dois meses antes, duas cachorrinhas foram assassinadas por disparos que também saíram da arma de um policial militar, no bairro Tabuazeiro, em Vitória.
Segundo a Polícia Civil, o caso de Tabuazeiro segue em investigação na Delegacia Especializada de Proteção e Meio Ambiente e Patrimônio Cultural (DPMA). Já o de Guarapari teve o procedimento lavrado pela Central de Teleflagrante e relatado ao Ministério Público Estadual (MPES), para prosseguimento com possível denúncia e início da ação penal.
A reportagem também demandou a PMES, para saber sobre a apuração da Corregedoria, e a Associação dos Subtenentes e Sargentos da PM e Bombeiros do ES (Asses), mas não houve retorno até a publicação desta matéria.
Pitty e Pipoca foram mortas do dia 27 de junho, no meio da rua. Elas tinham saído da casa onde viviam após o portão ficar aberto. De repente, a dona delas ouviu os tiros. Pitty, que ainda estava viva, chegou a ser levada para uma clínica veterinária às pressas, mas morreu na mesa de cirurgia.
m 2 meses, ES tem dois casos de cachorros mortos a tiros por PMs na rua
Para a Polícia Militar, o segundo-sargento da PM Fagner Senatore dos Santos alegou que teria atirado, pois cães "de grande porte" teriam ficado agressivos e ido na direção dele e da mãe para atacá-los. Os tutores das cachorrinhas disseram que os pets estavam na família há mais de 4 anos e não eram violentos.
Cadelinhas Pitty e Pipoca foram mortas a tiros por PM em Tabuazeiro
Cadelinhas Pitty e Pipoca foram mortas a tiros por PM em Tabuazeiro Crédito: Acervo pessoal
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Maus-Tratos, da Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales), acompanhou o caso. Após o crime, a deputada Janete de Sá (PSB) foi até o local e apurou que tudo teria acontecido porque as cadelas entraram em uma área perto da casa da família do policial. Durante uma oitiva da CPI, em 6 de julho, o suspeito preferiu ficar em silêncio, por mais de duas horas, conforme orientação do advogado.
Após a publicação da reportagem, o advogado Leonardo Lisboa Motta, que faz a defesa de Fagner, enviou um posicionamento. "Os fatos alegados em face do investigado serão, em tempo oportuno, devidamente esclarecidos no bojo do processo judicial. Cabe ressaltar que o investigado possui 17 anos de serviços prestados à PM, sempre respeitando a legislação pátria e com conduta ilibada perante a sociedade. Importante frisar que qualquer conclusão nesse momento será meramente especulativa e temerária. O investigado se resguarda ao direito de se manifestar no momento processual adequado sobre o que for necessário à elucidação dos fatos e demonstração da verdade", disse.

Golden Retriever morto em Guarapari

Churros foi morto após ser baleado pelo subtenente da Polícia Militar de Minas Gerais aposentado Anderson Carlos Teixeira, de 52 anos, no fim da tarde do último dia 9 em Guarapari. O cão é da família da influenciadora digital Iuly Lima, de Vitória. Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu.
O Golden Retriever, Churros
O Golden Retriever Churros, morto a tiros por um PM aposentado de Minas Gerais Crédito: Acervo PessoalAcervo Pessoal
No momento dos disparos, Iasmin Lima Peçanha Avelar, de 32 anos, irmã da influenciadora digital, passeava pela Rua Vitória Maria da Conceição com Churros, que tinha três anos, o marido e três crianças. Iasmin contou que o animal costuma ficar dentro de casa, é muito dócil e só sai para passear ocasionalmente.
Segundo Iasmin, no sábado o Golden estava solto, alguns metros à sua frente. Em determinado momento, o animal latiu e pulou no policial, que se assustou. O militar, então, teria dito “eu vou matar seu cachorro” e, em seguida, efetuado dois disparos, atingindo Churros. Ele foi preso, mas liberado após audiência de custódia, sem pagamento de fiança. Já a dona do cachorro assinou um termo circunstanciado (TC) por "não guardar com a devida cautela animal perigoso", e foi liberada após assumir o compromisso de comparecer em juízo.
A arma do subtenente chegou a ser apreendida, mas a Justiça do Espírito Santo decidiu devolvê-la e permitir que Anderson voltasse para Minas Gerais. Na avaliação do juiz Edmilson Souza Santos, o policial reformado necessita da arma "para sua defesa". Algumas medidas cautelares impostas ao PM também foram suspensas.
No primeiro registro, é possível ver que o suspeito surge no meio da Rua Vitória Maria da Conceição, de camisa amarela e bermuda vermelha. O cachorro se aproxima e pula no policial, enquanto abana o rabo. Eles se afastam e o Golden Retriever pula novamente. Depois os dois somem da imagem. Em seguida, Churros já aparece cambaleando e aparentemente desnorteado.
Outro ângulo mostra que Churros até chega a se aproximar do policial, mas não encosta nele. É possível ver que Anderson Carlos leva as mãos à pochete na cintura e anda em direção ao cachorro. Conforme o relato da família, foi nessa hora que o disparo aconteceu.

Atualização

15/09/2023 - 4:00
Acionada pela reportagem durante a produção da matéria, a defesa de Leonardo Lisboa Motta enviou posicionamento após a publicação. O texto foi atualizado. 

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