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Complexo de Viana

Em motim, presos quebram banheiro, jogam pedras e ameaçam agentes em presídio do ES

A Gazeta teve acesso a ofício assinado pela direção do presídio que dá mais detalhes sobre o incidente e descreve que o pavilhão estava “todo rebelado”. Ao todo, 118 presos envolvidos foram transferidos

Publicado em 02 de Fevereiro de 2022 às 19:21

Natalia Bourguignon

Publicado em 

02 fev 2022 às 19:21
Um motim de presos na Penitenciária Agrícola do Espírito Santo (Paes), que fica no Complexo de Viana, destruiu parte de um dos três pavilhões da unidade. Detentos lançaram pedras e objetos contra servidores e fizeram ameaças de morte. O caso aconteceu na tarde desta terça-feira (1).
Em nota, a pasta disse que tratou-se de um “tumulto” causado por internos que se recusaram a cumprir "procedimentos de rotina" dentro da unidade. Porém, um ofício assinado pela direção do presídio ao qual a reportagem de A Gazeta teve acesso dá mais detalhes sobre o incidente.
Penitenciária Agrícola, em Viana
Penitenciária Agrícola do Espírito Santo fica no Complexo de Viana, na Grande Vitória Crédito: Sejus/Divulgação
Em motim, presos quebram banheiro, jogam pedras e ameaçam agentes em presídio do ES
No documento consta que um dos presos do pavilhão 2 voltava algemado da ala médica quando se soltou sozinho. O agente penitenciário que o acompanhava, ainda segundo o ofício, exigiu que a algema fosse recolocada.
Os demais presos daquele pavilhão se revoltaram contra a determinação, o que gerou, segundo o documento, um “grande motim”.
“Os presos desse pavilhão foram responsáveis por quebrarem (sic) o banheiro, retiram partes da estrutura, jogaram pedras e outros muitos objetos nos servidores, quebraram o televisor, tudo isso entre muitos ritos de ameaças de morte aos servidores que estavam atuando para conter o motim”, diz o relato.
Foi solicitado apoio das diretorias de Segurança Penitenciária e de Operações Táticas, que levaram cerca de 50 minutos para conter o pavilhão, que estava “todo rebelado”.
O presídio abriga presos em regime semiaberto e muitos deles trabalham fora ou dentro da própria unidade, além de ter benefícios como saidinhas, por exemplo.
Trecho de ofício enviado pela diretoria da PAES, em Viana
Trecho de ofício enviado pela diretoria da PAES, em Viana Crédito: Reprodução
Contudo, os 119 internos envolvidos na ocorrência passarão por regressão de regime, ou seja, sairão do regime semiaberto para o fechado.
A Sejus informou em nota que ninguém ficou ferido e que o caso foi registrado na Delegacia Regional de Cariacica. “A Secretaria apura a motivação do tumulto com o acompanhamento da Corregedoria."
O Ministério Público do Espírito Santo (MPES), por meio do Grupo Especial de Trabalho em Execução Penal (Getep), informou que ocorreu uma rebelião no pavilhão 2 da Paes. Na tarde desta terça-feira (02), o órgão participou de uma reunião com diretores da Sejus e integrantes do Judiciário, "a fim de acompanhar as providências administrativas e internas que deverão ser adotadas em relação ao caso", diz a nota.
A Gazeta procurou a Defensoria Pública do Espírito Santo, mas ainda não houve resposta. Caso haja retorno, esse conteúdo será atualizado.

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