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Em Bairro de Fátima

Entenda caso que envolve mentira, carona e mortes de primos na Serra

Gabriel Miranda e Paulo Henrique foram assassinados em um carro no dia 9 de janeiro; investigações mostraram que crime foi latrocínio

Publicado em 28 de Maio de 2024 às 13:27

Júlia Afonso

Publicado em 

28 mai 2024 às 13:27
Jean Carlos, Erika Lorena e André Sthive são suspeitos da morte dos primos Gabriel Miranda e Paulo Henrique (em preto e branco)
Jean Carlos, Erika Lorena e André Sthive são suspeitos da morte dos primos Gabriel Miranda e Paulo Henrique (em preto e branco) Crédito: Divulgação | Polícia Civil
A morte dos primos Paulo Henrique Nascimento Miranda, de 29 anos, e Gabriel Miranda Rocha, 24, na Serra, chamou a atenção em janeiro deste ano. Inicialmente, o crime que aconteceu em Bairro de Fátima parecia um duplo homicídio, mas as investigações apontaram que, na verdade, tratou-se de um latrocínio (matar para roubar). A história começou em um bar e envolveu uma mentira e uma carona. Dois acusados foram presos e um segue foragido.
O caso aconteceu no dia 9 de janeiro. As investigações apontaram que o casal Jean Carlos dos Santos Jesus, de 38 anos, e Erika Lorena Guilherme Mendes, de 21 anos, estavam em um bar em Cidade Continental, na Serra, quando os primos Gabriel e Paulo Henrique chegaram. 
O casal e os primos não se conheciam, mas começaram a conversar, jogaram sinuca, beberam e usaram cocaína. No meio da conversa, Paulo Henrique disse que era policial penal e mostrou a foto de uma arma, dizendo que era dele. Mas isso não era verdade: ele trabalhava como pedreiro e não tinha armamento; acontece que o jovem tinha esse hábito de se passar por policial, fato confirmado pela própria família.
Essa informação de que Paulo Henrique teria uma arma chamou a atenção de Jean, que tem extensa ficha criminal, com cinco condenações por roubo e homicídio. Foi quando ele decidiu e informou para Erika que iria assaltar Paulo, para pegar o armamento e o carro. 
E como eles fariam esse assalto? Bem, Jean estava armado. Segundo as investigações da Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa de (DHPP) da Serra, ele costumava alugar uma arma com André Sthive dos Santos Rodrigues, conhecido como Dedé, chefe do tráfico de Sagrada Família, Argolas e Chácara do Conde, em Vila Velha
"Tem um áudio que mostra a conversa entre Jean e André, no dia 19 de abril, que fica demonstrado que André tinha o hábito de alugar arma para o Jean. No dia do crime ele alugou a arma para o Jean por 100 reais. Isso era uma prática rotineira, sempre que Jean ia praticar algum crime de roubo ou saía para beber, ele alugava"
Delegado Rodrigo Sandi Mori - Titular da DHPP Serra
Com o plano montado, Jean convidou os primos para irem até a casa dele, em Bairro de Fátima, supostamente para continuarem a beber e usar drogas. Paulo Henrique, então, ofereceu carona para eles.
Todos entraram no carro: Paulo Henrique na direção e Gabriel no carona; Jean atrás do carona e Erik atrás do motorista. No Bairro de Fátima, Jean foi indicando a suposta casa. Eles chegaram a parar em uma rua, mas o criminoso sabia que ali tinha câmeras, então indicou para que eles fossem até uma estrada deserta. Lá, ele anunciou o assalto. 
Gabriel se desesperou e reagiu, tentando sair pela porta do carro. Jean o segurou pela gola e atirou na nuca da vítima. Depois, disparou na cabeça de Paulo Henrique. Após o crime, eles fugiram do local sem a suposta arma de Paulo Henrique e sem o carro. 
Imagens de câmeras flagraram o casal andando pelo bairro após o crime. Veja abaixo:
Depois dos assassinatos, eles se esconderam em Chácara do Conde, Vila Velha, e ficaram bebendo e usando drogas até o amanhecer. Isso foi confessado pelos dois durante interrogatório. 
O casal foi preso no dia 23 de abril, em uma quitinete do bairro Riviera da Barra, em Vila Velha. Agora, a Polícia Civil está atrás de Dedé, que alugou a arma. De acordo com o delegado, o suspeito tem duas condenações por porte ilegal de arma de fogo e responde a três ações penais por roubo e homicídio, todas no município canela-verde. 

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