A morte de
uma criança de seis anos, na tarde de domingo (24), em Balneário Carapebus, na
Serra, é mais um capítulo da guerra entre facções, segundo o secretário de Estado da Segurança Pública e Defesa Social, Leonardo Damasceno. Ele explicou que o ataque partiu do Primeiro Comando de Vitória (PCV) e tinha como alvo integrantes do Terceiro Comando Puro (TCP).
O secretário ressaltou que a disputa entre as facções é motivada pelo controle de áreas estratégicas para o tráfico. “Esse domínio territorial é fundamental para eles (traficantes). Eles estão tentando dominar pontos de drogas. Enquanto tivermos consumo de drogas, as pessoas forem comprando, gerando demanda, essa disputa continua ocorrendo”, destacou Leonardo Damasceno.
Alice Rodrigues foi morta dentro de um carro durante um ataque a tiros em Balneário Carapebus, na tarde de domingo (24). Consta em boletim de ocorrência registrado pela Polícia Militar que criminosos armados dispararam várias vezes contra o veículo, onde também estavam um homem e uma mulher grávida. Segundo Leonardo Damasceno, eles são os pais da menina. O pai de Alice foi atingido de raspão por um dos disparos.
A PM relatou no documento que testemunhas contaram aos militares que os atiradores fugiram em direção ao bairro Novo Horizonte após efetuarem os disparos. O motorista do carro atingido, um Peugeot prata, dirigiu até o Hospital Municipal Materno Infantil (HMMI) da Serra para socorrer a menina, mas ela não resistiu aos ferimentos e morreu na unidade.
O carro onde estavam os atiradores, um Fiat Argo branco, foi abandonado no local. A PM isolou a área do crime e acionou o Esquadrão Antibombas da Companhia de Operações Especiais (COE), porque moradores também relataram a presença de um artefato explosivo de fabricação caseira próximo ao veículo deixado pelos criminosos. A perícia da Polícia Científica recolheu cápsulas de munição de diferentes calibres e uma granada caseira.
A OAB-ES repudiou o ataque que resultou na morte de uma criança de seis anos na Serra e pediu respostas rápidas das autoridades. A entidade afirmou que vai acompanhar as investigações, inclusive sobre a possível participação de uma advogada no crime, e ressaltou que não admite condutas criminosas, sejam de advogados ou não.