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São Domingos do Norte

Falsa advogada é alvo de busca e apreensão no Noroeste do ES

Mulher abriu escritório, oferecia serviços jurídicos nas redes sociais e chegou a atender clientes sem registro na Ordem; operação da Polícia Civil apreendeu documentos e equipamentos

Publicado em 27 de Setembro de 2025 às 16:48

Redação de A Gazeta

Publicado em 

27 set 2025 às 16:48
Uma mulher que se passava por advogada, mesmo sem registro na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), foi alvo de um mandado de busca e apreensão em São Domingos do Norte, no Noroeste do Espírito Santo. A operação da Polícia Civil ocorreu após denúncia feita pela 1ª Subseção da OAB-ES, responsável por Colatina e região.
De acordo com as investigações, a falsa advogada abriu uma empresa de serviços administrativos, montou um escritório e se apresentava como “assistente jurídica”. Nas redes sociais, chegou a anunciar atendimento advocatício, prática exclusiva de profissionais habilitados e devidamente inscritos na Ordem.
Até o momento, a investigada não foi presa, segundo a Polícia Civil. 
São Domingos do Norte, no Noroeste do Espírito Santo, cidade em que mulher se passava por advogada
São Domingos do Norte, no Noroeste do Espírito Santo, cidade em que mulher se passava por advogada Crédito: PMSDN/ Divulgação
Diante das suspeitas, a OAB encaminhou representação ao Ministério Público do Espírito Santo (MPES), apontando o exercício ilegal da advocacia e possíveis crimes relacionados. O caso foi então remetido à Polícia Civil, que solicitou à Justiça autorização para a operação.
Durante o cumprimento do mandado, em agosto, foram apreendidos documentos, celulares, notebooks e até um veículo usado nas atividades irregulares.
O inquérito corre na Delegacia de São Domingos do Norte. De acordo com a Polícia Civil, todo o material apreendido está sendo analisado pela equipe policial, com o objetivo de esclarecer os fatos e identificar eventuais clientes que possam ter sido atendidos pela investigada.  
Nem a OAB-ES nem a Polícia Civil divulgaram o nome da falsa advogada. O MPES também foi procurado pela reportagem para mais detalhes, mas não houve retorno até a publicação desta matéria.

OAB se manifesta

O presidente da 1ª Subseção da OAB-ES, Luciano Bonjardim, destacou os riscos à população quando pessoas não habilitadas oferecem serviços jurídicos.
“A advocacia é profissão essencial à Justiça e exige habilitação técnica, ética e legal. Quando alguém sem registro na OAB presta serviços jurídicos, expõe a população a riscos e comete crime. A OAB não se omitirá diante de condutas que afrontam a legalidade e prejudicam a sociedade e os profissionais devidamente habilitados”, afirmou.
A presidente da Seccional capixaba, Érica Neves, reforçou o papel da entidade. “A OAB-ES cumpre um dever constitucional de defender a sociedade e a ordem jurídica. Vamos seguir atuando contra o exercício ilegal da advocacia, apoiando as autoridades e resguardando os cidadãos e os profissionais regularmente inscritos.”
A Subseção de Colatina informou que continuará acompanhando as investigações junto às autoridades competentes.

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