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Família busca respostas sobre morte de adolescente que estava desaparecida no ES

O corpo foi encontrado em uma cova rasa e em avançado estado de decomposição na estrada que liga São Mateus a Nova Venécia. "Não tenho conseguido comer nem dormir", diz mãe

Publicado em 14 de Junho de 2021 às 08:48

Vinicius Zagoto

Publicado em 

14 jun 2021 às 08:48
Aparecida de Souza Arcanjo Crédito: Redes Sociais / Montagem
Um mês após o desaparecimento que terminou com a morte de Aparecida de Souza Arcanjo, de 17 anos, em São Mateus, no Norte do Espírito Santo, a família segue em busca de respostas e de justiça. A menina desapareceu no dia 11 de maio e o corpo dela foi encontrado em uma cova rasa e em avançado estado de decomposição no dia 16 do mesmo mês, na estrada que liga São Mateus a Nova Venécia.
A adolescente morava com a avó paterna em São Mateus e tinha uma mãe de criação e uma biológica. Nesta sexta-feira (11), a mãe biológica, que mora em Linhares, procurou a reportagem de A Gazeta para falar sobre o caso da filha. Procurada, a Polícia Civil informou que as investigações estão avançadas, mas não é possível passar mais informações, por enquanto. 
Segundo Sirlene Rocha de Souza, a filha fez o último contato com a família na tarde do dia 11. Ela tinha acabado de sair do expediente em um restaurante onde trabalhava em São Mateus e foi para a casa em que vivia com a avó. Quando chegou à residência, a adolescente percebeu que tinha esquecido as chaves e ligou para a mãe de criação. 
“Ela saiu do restaurante e foi para casa tomar um banho e descansar, porque trabalhava de tarde também. Mas quando chegou, ligou para a mãe de criação dela, falando que esqueceu as chaves da casa que vivia com a avó. A mãe de criação disse para ela tomar um banho [no banheiro que fica fora da casa]. Foi o último contato que ela fez”, relatou.
Após a ligação, Aparecida foi vista pela última vez em uma estrada perto da casa da avó, por volta das 17h, com dois homens por perto.
“Os vizinhos contam que viram ela umas cinco da tarde numa estrada que tem perto da casa da avó dela, cheia de mato. Depois disso, ela sumiu e não tivemos mais notícias. Chamamos a polícia, mas só poderiam iniciar as buscas depois de 24h. Ela nunca tinha sumido assim, então sabíamos que algo tinha acontecido”, disse a mãe biológica.

BUSCA POR RESPOSTAS E JUSTIÇA

Após um mês do caso, a família busca respostas e justiça. Emocionada, a mãe biológica de Aparecida relatou que não consegue dormir nem comer e que o sentimento é desolante, diante da atrocidade vivida pela filha.
“Estou totalmente desolada, indignada. Peço à polícia se tem alguma coisa e sempre falam que não sabem de nada, nada de concreto. Um total descaso sobre a morte da minha filha. Eu não tenho conseguido comer nem dormir. Fico pensando nela sempre”, relatou.
"O que eu quero é justiça, justiça por uma jovem que perdeu a vida desta forma"
Sirlene Rocha de Souza - Mãe biológica de aparecida
Família diz que corpo encontrado em estrada é de adolescente desaparecida no ES
Família diz que corpo encontrado em estrada é de adolescente desaparecida no ES Crédito: Redes Sociais / Montagem

ENCONTRO E RECONHECIMENTO DO CORPO

Após o desaparecimento no dia 11 de maio, os familiares iniciaram as buscas perto da estrada onde Aparecida tinha sido vista pela última vez. A procura durou até o dia 16 de maio, quando um amigo da família vasculhou a região com a ajuda de dois cachorros e localizou o corpo.
“Como o odor estava muito forte, chamou a atenção dos cachorros que mostraram que tinham algo ali”, contou Pedro de Arcanjo, pai da jovem, na ocasião.
Segundo a mãe biológica, logo que viu a mão da filha enterrada, identificou que era ela. Depois, quando a perícia fez todo o trabalho de retirada do corpo, a família teve a certeza que se tratava de Aparecida.
No dia 17, o pai da jovem afirmou à reportagem de A Gazeta que esteve no Serviço Médico Legal (SML) e fez o reconhecimento e a liberação do corpo.

O QUE DIZ A POLÍCIA CIVIL 

Por meio de nota enviada em maio, a Polícia Civil afirmou que o prazo para o resultado do laudo cadavérico pela legislação era de 10 dias, prorrogado por igual período. Em casos em que são solicitados exames laboratoriais pode demorar mais, principalmente quando necessita de DNA (30 dias) e de histopatológico (60-90 dias).
A família afirmou que até hoje não recebeu nenhum laudo da polícia. Procurada, a Polícia Civil respondeu que "o caso segue sob investigação da Delegacia Especializada de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) de São Mateus. As investigações estão avançadas, no entanto, não é possível passar mais detalhes por enquanto. Qualquer informação adicional, neste momento, seria precoce e poderia comprometer as investigações. O que podemos confirmar, por enquanto, é que nenhum suspeito foi preso até o momento", diz a nota.

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