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Tentativa de abordagem

Jovem morre após ser baleado pela PM durante perseguição em Cachoeiro

Polícia Militar afirma que João Gomes Costa, de 18 anos, fugiu de abordagem, caiu da moto e apontou uma arma para os militares antes de ser atingido.

Publicado em 08 de Dezembro de 2025 às 09:44

Beatriz Caliman

Publicado em 

08 dez 2025 às 09:44
Um jovem de 18 anos morreu após ser baleado com um tiro disparado pela Polícia Militar (PM) no bairro Santa Helena, em Cachoeiro de Itapemirim, no Sul do Espírito Santo. O caso ocorreu na noite de domingo (7). Segundo a corporação, o fato aconteceu após João Gomes Costa, que estava de moto, fugir de uma abordagem e, durante uma perseguição, apontar uma arma para os militares.
A PM relatou que tudo começou quando o jovem foi visto por policiais em um posto de combustíveis, com a moto branca sem placa de identificação. Ao perceber a aproximação da viatura, João acelerou e fugiu em alta velocidade, de acordo com a corporação. Houve uma perseguição pela Linha Vermelha em direção a Santa Helena. Em uma rua do bairro, ele perdeu o controle da direção e caiu do veículo. Os agentes afirmaram que, nesse momento, o jovem sacou uma pistola calibre 9 mm, carregada com nove munições intactas. Diante da ameaça, um policial efetuou quatro disparos, e um deles atingiu o rapaz.
O corpo de João foi encaminhado à Seção Regional de Medicina Legal (SML) da Polícia Científica, em Cachoeiro de Itapemirim. Procurada por A Gazeta, a Polícia Civil informou que a arma apreendida será encaminhada ao Departamento de Balística Forense, da Polícia Científica (PCIES) juntamente com as munições. O caso seguirá sob investigação da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) do município.
Arma apreendida pela Polícia Militar
Arma apreendida pela Polícia Militar Crédito: Polícia Militar
A moto, sem registro, foi removida ao pátio credenciado do Departamento Estadual de Trânsito do Espírito Santo (Detran).

'Era um menino bom’, diz mãe do jovem

Em entrevista à repórter Mariana Couto, da TV Gazeta Sul, a mãe de João, Adriana Gomes, disse que o filho trabalhava como ajudante de pedreiro, e, na noite de domingo, voltava da casa da namorada quando a situação aconteceu. Ela espera uma investigação do caso.
Meu filho não era envolvido com drogas, nem usuário. Meus vizinhos sabem, todos vão falar que o João era um menino bom, educado e não mexia com coisa errada. Que se esclareça a verdade. Vou atrás da filmagem na rua onde ele foi baleado. Estou em estado de choque. Passei a noite em claro, chorando
Adriana Gomes - Mãe de João

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