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Bairro São Francisco

Morte de manobrista do Transcol em Cariacica completa 4 meses sem respostas

Clovis Brás Júnior, de 31 anos, foi assassinado quando chegava para trabalhar, em 9 de junho deste ano; até agora, Polícia Civil não divulgou prisões sobre o caso

Publicado em 09 de Outubro de 2025 às 08:02

Júlia Afonso

Publicado em 

09 out 2025 às 08:02
Manobrista do Transcol Clovis Brás Júnior, de 31 anos
Manobrista do Transcol Clovis Brás Júnior, de 31 anos, foi morto no dia 9 de junho Crédito: Acervo pessoal
assassinato do manobrista do Transcol Clovis Brás Júnior, de 31 anos, completou quatro meses nesta quinta-feira (9). O crime ocorreu em São Francisco, Cariacica, quando a vítima chegava para trabalhar. Na ocasião, como forma de protesto, rodoviários cruzaram os braços e ônibus não circularam na Grande Vitória na manhã do dia seguinte. Questionada se alguém foi preso, a Polícia Civil respondeu apenas que "o caso segue sob investigação da Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Cariacica e detalhes não serão divulgados, no momento".
Procurado pela reportagem de A Gazeta na quarta-feira (8), o delegado-geral da Polícia Civil, José Darcy Arruda, comentou o caso. "As investigações continuam e estão bem avançadas, porém não podemos dar maiores detalhes para não atrapalhar as mesmas".
Em entrevista quando o caso completou um mês, Arruda afirmou que o crime aconteceu em um lugar isolado. "Câmeras com dificuldade, as imagens de péssima qualidade, e então passamos a fazer uma investigação com relação à própria vítima, para saber com quem ela se relacionava, se sofria algum tipo de ameaça", disse. 
A morte de Clóvis aconteceu no mesmo dia em que o empresário Wallace Lovato foi assassinado a tiros na frente da própria empresa na Praia da Costa, em Vila Velha. A conclusão sobre a investigação do crime que vitimou Lovato foi divulgada no início de agosto.

Morto ao chegar para trabalhar

Clóvis atuava como manobrista de ônibus do Grupo Santa Zita, uma das empresas que formam a frota do Sistema Transcol. Ele estava chegando para trabalhar quando foi surpreendido pelo criminoso. Clóvis tentou correr, mas foi atingido pelo disparo. O tiro ainda perfurou o carro dele, um Renault Sandero Stepway, na porta do carona.
O carro da vítima (Renault Sandero Stepway) foi alvo de um tiro
O carro da vítima (Renault Sandero Stepway) foi alvo de um tiro Crédito: Daniel Marçal

Motoristas paralisaram linhas de ônibus em protesto

Na manhã do dia seguinte, usuários do Sistema Transcol foram surpreendidos: nenhum ônibus circulava pela Grande Vitória. Isso porque a categoria cruzou os braços, em protesto pela morte do colega. Eles pediam por mais segurança dentro do transporte coletivo e ao redor das garagens.
paralisação foi encerrada por volta das 7h30 daquele mesmo dia e os coletivos pararam de circular. 

Polícia diz que crime foi execução

Um dia após o crime, a Polícia Civil afirmou que se tratou de uma execução. "A princípio, verificou-se que não levaram nada. Então, de cara, se descartou a hipótese de um latrocínio (roubo seguido de morte). A linha de investigação que está sendo analisada agora é de uma possível execução. Uma execução pode acontecer por vários motivos, sejam eles pessoais ou materiais", disse o delegado Arruda.

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