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Polícia Civil explicou que em determinadas circunstâncias, quando um condutor se recusa a realizar o teste do bafômetro após um acidente de trânsito e apresenta sinais de possível embriaguez, a Polícia Militar pode lavrar um auto de constatação da capacidade psicomotora alterada.
"No caso específico ocorrido, a Polícia Militar não lavrou o referido auto, declarando que o condutor não apresentava outros sinais que justificassem a lavratura do mesmo. O delegado determinou que o condutor fosse encaminhado para realização do exame de alcoolemia e encaminhou o procedimento para investigação que continuarão a buscar outros elementos que possam esclarecer as circunstâncias do acidente", detalhou a corporação.
De acordo com o boletim de ocorrência, o condutor do veículo informou aos policiais que estava voltando de um bar em Vitória quando perdeu o controle do carro. Ele disse que tentou reduzir a velocidade na pista e o automóvel mudou a direção para a calçada, chocando-se contra o muro.
Ele não teve ferimentos. Dois jovens, de 21 e 25 anos, foram socorridos e levados para um hospital. As duas amigas, Luma Alves da Silva e Natiele Lima dos Santos, ambas de 19 anos, estavam no banco de trás e morreram na hora. Uma delas chegou a ser arremessada para fora do veículo.
Ainda conforme o boletim, o motorista do carro se recusou a fazer o teste do bafômetro e apresentava hálito com odor de álcool. Os policiais fizeram dois autos de infração: um pela recusa do teste, e outro pelo pneu traseiro do veículo estar "careca".
O carro ficou completamente destruído. Segundo apuração do repórter Caíque Verli, da TV Gazeta, Natieli cursava Sistemas de Informação e estudava na mesma faculdade de Luma. Os corpos foram levados para o Departamento Médico Legal (DML) de Vitória. A Polícia Científica (PCIES) informou que a perícia foi acionada por volta das 3 horas da madrugada.
O motorista foi levado para a Delegacia Regional da Serra, de acordo com a Polícia Civil. No local, foi autuado. A investigação do acidente ficará com a Delegacia Especializada em Delitos de Trânsito. A PC explicou que, como as lesões corporais são crimes que dependem de representação, as vítimas que ficaram feridas têm até seis meses para prestar queixa.
O advogado Pedro Ramos, que faz a defesa de Daniel, informou que "nesta segunda-feira (8) o Juízo da Audiência de Custódia lhe concedeu a liberdade provisória, ocasião em que permanecerá à disposição da Justiça para todos os esclarecimentos que forem necessários".