Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

Na Justiça

MP oferece denúncia contra instrutor de parapente por morte em Viana

Após conclusão do inquérito em novembro do ano passado, a denúncia foi recebida pela Justiça no dia 19 de março deste ano, tendo sido determinada, em seguida, a citação do acusado

Publicado em 13 de Maio de 2021 às 15:41

Isabella Arruda

Publicado em 

13 mai 2021 às 15:41
Luiz Bessa, vítima do acidente com parapente em Viana
Luiz Bessa, vítima do acidente com parapente em Viana Crédito: Reprodução/ Instagram
Quase um ano após a queda de parapente em Viana que levou à morte o empresário Luiz Bessa, de 34 anos, na manhã de 12 de julho de 2020, o piloto e instrutor Gleidis Amorim de Azevedo, que não teve grandes ferimentos no acidente, foi denunciado por homicídio culposo pelo Ministério Público do Espírito Santo (MPES). O acusado responde ao processo em liberdade.
Após a conclusão do inquérito policial em novembro do ano passado, a denúncia foi recebida pela Justiça no dia 19 de março deste ano, tendo sido determinada, em seguida, a citação do acusado para ele poder tomar conhecimento do processo e oferecer resposta por escrito. Apesar disso, segundo o Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES), os prazos judiciais dos processos físicos retomaram apenas na última segunda-feira (12) em virtude da fase crítica da pandemia da Covid-19. Sendo assim, ainda está sendo contado o prazo para a citação do réu.
MP oferece denúncia contra instrutor de parapente por morte em Viana
Por meio da Promotoria de Justiça Criminal de Viana, o MPES informou, em nota, que denunciou Gleidis Azevedo por homicídio culposo nos termos do artigo 121, parágrafo 3º do Código Penal, tendo se manifestado contra a assinatura de acordo de não persecução penal – o que significa dizer que o órgão entende que não cabe acordo para que o acusado deixe de ser criminalizado. O processo segue em tramitação no Poder Judiciário e aguarda expedição do mandado de citação.
Luiz Bessa
Luiz Bessa morreu na manhã de 12 de julho de 2020 Crédito: Redes sociais
Com a notícia da denúncia, o motorista Luiz Rodrigues Serafim, de 64 anos, pai da vítima, afirmou que espera que a justiça seja feita. "Antes da minha esposa falecer, três meses depois do meu filho, ela falava para deixar isso de lado. Mas o delegado finalizou o inquérito e disse que houve negligência do rapaz. E, nesse caso, uma vida foi ceifada. Também foram ouvidos depoimentos que relataram que o tempo estava muito ruim no dia do voo e que recomendaram que os dois não voassem. Alertaram diversas vezes e o instrutor quis continuar", disse.
"Um instrutor não poderia ter feito isso. Meu filho era leigo no assunto, aquela era a primeira vez que ele tinha ido com o Gleidis. Só não sei a intenção desse descuido. Naquele dia eu acordei, falei com meu filho e ele me contou que ia voar. Eu disse para não fazer isso porque é muito perigoso, mas ele disse que o professor estava esperando. Se eu soubesse, teria segurado ele para não ir. Ele não me obedeceu e desceu. Às 11h30 da manhã recebi a notícia"
Luiz Rodrigues Serafim - Pai de Luiz Bessa

"A FICHA AINDA NÃO CAIU", DIZ PAI DA VÍTIMA

Meses depois do acidente, Luiz Rodrigues Serafim diz que a ficha ainda não caiu. "Continuo muito triste, não me recuperei. Ele era meu único filho. Em seguida, ainda perdi minha esposa para a Covid-19. Foi muita coisa negativa, estou muito abalado até hoje. Hoje prefiro lembrar das coisas boas que ele viveu comigo, porque voltar, ele não vai. O acidente ficou muito obscuro para mim e perdi meu filho", desabafou o motorista.

A DEFESA DO INSTRUTOR

Procurada pela reportagem de A Gazeta, a defesa do instrutor, realizada pelo advogado Siderson Vitorino, também piloto de parapente, se limitou a dizer que o episódio ocorrido no ano passado foi um acidente. "Não há motivo para falar em condenação para uma pessoa que já viveu uma dor muito grande, que é a dor da perda de um amigo querido, em uma fatalidade em que o piloto nada contribuiu para existir", disse.
Também procurado, o instrutor não respondeu às chamadas e mensagens deixadas pela reportagem. Esta publicação será atualizada, caso haja retorno.

RELEMBRE O ACIDENTE

O momento em que o empresário Luiz Bessa, de 34 anos, caiu de parapente enquanto realizava um voo com o instrutor Gleidis Amorim de Azevedo foi registrado em vídeo (veja abaixo). O acidente aconteceu no final da manhã de 12 de julho, nas proximidades da Rampa do Urubu, em Viana. Luiz não resistiu aos ferimentos provocados pela queda e morreu no local.
Assim que desceu, o instrutor acionou o Corpo de Bombeiros e saiu à procura do aluno. A ocorrência foi registrada por volta das 11h20. Os Bombeiros fizeram buscas na área,  que é de difícil acesso, e acabaram encontrando a vítima já sem vida.

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Doce de leite produzido em Linhares que perdeu a medalha de ouro para um concorrente da Argentina
O segredo do doce de leite de búfala do ES premiado em concurso mundial
Imagem de destaque
Com ferrovia funcionando, Vports quer dobrar movimento de gusa por Vila Velha
Inteligência Artificial vai acabar com algumas profissões
O profissional de marketing na era da IA

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados